SWU | O outro lado da sustentabilidade



Vamos falar de coisas boas?

: do dicionário “característica ou condição do que é sustentável”.

Mas afinal, o que é sustentabilidade para você?
É criar consciência ecológica e se engajar em movimentos ativistas e responsáveis pelo meio ambiente?

Eu penso que pode ser bem mais do que isso.

Primeiro que existe a sustentabilidade interior de cada um de nós.
Há uma fase em que a gente não aguenta mais a rotina e precisa se desconectar para recarregar as baterias.
Não por pura coincidência, a minha válvula de escape foi o , megaevento que ninguém para de falar, elogiar, criticar e relembrar.

Créditos das fotos: Fe Pacheco

“Nunca passei tanto frio na minha vida”. Assim começo meu relato sobre a experiência woodstockiana.
Nem na Cordilheira dos Andes o vento cortava tanto e as mãos doíam de frio. Pensei que estivéssemos na Primavera.

Entre um ventinho gelado e outro, as coisas esquentavam no stand mais divertido do festival, o do Update or Die, que modéstia a parte, descobriu talentos e reuniu verdadeiros apreciadores da música.

Faziam fila de espera até.

Foi impressionante, e ao mesmo tempo, curioso, perceber que pessoas que nunca se viram na vida não precisaram sequer saber o nome um do outro – bastou tocar alguns acordes e se comunicar pela linguagem da música.

Isso sim é algo a se pensar, sobretudo.

A falta de pudores para dançar e pular loucamente, também. Isso significa paz de espírito – obviamente misturada a um pouquinho de bebida.

Curioso ainda é perceber o comportamento de tantos fãs ao realizar aquele sonho de ver uma banda que nunca esperava presenciar na vida, como os fãs de . A fúria, essa sim, também passou o fim de semana na Fazenda Maeda.

E as milhares de garotinhas babando por Brandon Boyd (primeira foto), do ? Me incluo nessa. Mas ele é só meu, tsá?

Foi bacana mudar o conceito sobre e se impressionar com seu vozeirão, se divertir muito com Dave Matthews e chorar em Incubus. Sem falar em Avenged Sevenfold, Queens of the Stone Age, Linkin Park, e outras bandas/artistas que completaram a maratona de 50 horas de música.

E nas andanças era fácil encontrar celebridades e descobrir que elas também passam muito frio, também esperam na fila do hot dog e também dão mole para o seu irmão – não falo quem foi (risos).
Até virei melhor amiga da Ellen Jabour, clica aqui para ver.

Você percebe que deveria seguir seus próprios conselhos quando nota que não levou protetor solar e está de shorts. Fez tanto sol que te queimou e tanto frio que te congelou.


Stand da GLOSS cazamiga: Mel, marketing da revista, eu e Mari, da assessoria de imprensa do SWU

Você também percebe que pode errar, apesar de planejar tudo direitinho – e acabar andando uns 3km para encontrar um motorista de ônibus que tenha a boa vontade de fazer o retorno para você buscar seu carro.
Também se lembra que deve cuidar dos seus pertences – e jamais pedir para outra pessoa guardar a chave do carro na mala de ooooutra pessoa.

Mas no final das contas, você descobre que o outro lado da sustentabilidade é você se apoiar nos familiares e amigos nesses momentos tragicômicos. E perceber que sem eles, nada disso teria acontecido – nem os erros, nem os acertos.
Afinal, são eles que estavam ali pulando, cantando e passando por perrengues com você.

Isso sim é sustentabilidade: tudo aquilo que pode ser sustentado.
Esse foi o meu Update or Die do ano.