Japão | Lição de Criatividade na Crise
O Japão sempre nos dá lições de vida. Eu, recentemente, me descobri encantada com a cultura japonesa de uma maneira que nunca pensei que seria. Começou com o Cinema, sempre ele – Akira Kurosawa e seu clássico, ”Sonhos“, e depois, Sofia Coppola e seu “Lost in Translation“, tão delicado e comovente. Enfim.
Há alguns anos, uma amiga muito querida foi morar no Japão e a gente se correspondia, além de por e-mails, por cartas também, e eu ia acompanhando curiosa os detalhes da vida em Tokyo e de como tudo era tão diferente. Quase uma outra dimensão, dentro da nossa própria. Na volta ao Brasil, ela trouxe presentinhos e algas, snacks de algas, que eu comi, com surpresa, gostando.
Não sou fã de comida japonesa, mas troco fácil qualquer caipirinha de vodka por sakê. Adoro o perfume e a leveza do sakê. Ia dizer que também adoro o yakissoba vegetariano, mas existe aquela disputa sobre o yakissoba ser chinês ou japonês, então não vou me arriscar. Mas adoro o shoyo japonês. E adoro, sobretudo, as cerejeiras – sakuras - e uma palavra linda, hanami, que significa algo como apreciar a flor da cerejeira, tão bela e tão fulgaz. E os japoneses fazem uma festa tão bonita, embaixo das árvores carregadas de rosa pálido, mas tão vivo, com as famílias reunidas em piqueniques. Segundo a tradição, o que traz prosperidade, no sentido mais profundo da palavra.
Posso estar sendo simplista, mas perdoem a minha ignorância nipônica. São tantos detalhes, e todos tão cheios de significado, que me sinto superficial ao tentar resumir.
Mas tudo isso foi pra dizer que, depois de Hiroshima, o Japão nos provou, com competência, que a união de esforços tornou possível não apenas ao país se reerguer, mas também se tornar uma grande potência mundial.
Esperamos que não seja diferente agora, com estas catástrofes devastadoras. A origem da palavra crise, afinal, tem em seu sentido a possibilidade de melhorar, de abrir novos caminhos.
E já começamos a ver, novamente, porque é que o Japão é mesmo um modelo a ser seguido. Artistas criararam posters bonitos e divertidos, incentivando o país a poupar energia – sem discurso chato.
Vejam os exemplos inspiradores que ilustram esse post e vamos nos permitir, ainda que por um momento, não sentir compaixão ou tristeza pelos japoneses, mas só admiração. Eles merecem. Ah, se merecem.
Pra saber mais sobre a campanha, clique aqui.





