Fotografia | LOMO inaugura primeira loja em São Paulo

Algumas marcas conseguem despertar e manter uma relação de admiração, respeito e encantamento com o consumidor e, quando isso acontece, é muito mais do que , é mesmo um caso de amor. Como a Apple, a Nike e a Coca-Cola, que não têm apenas consumidores, mas fãs fervorosos e apaixonados.

A é uma das poucas marcas a conseguir o mesmo feito hoje em dia: LOMO lovers (como eu) usam e colecionam suas câmaras fotográficas analógicas, mas também os filmes, livros, agendas, cadernos, acessórios, bolsas, roupas, workshops, filosofia… o LOMO way of live, afinal.

O site da LOMO é e-commerce, conteúdo, comunidade e espaço pra galerias e competições especiais. Um espaço de cultura e convivência muito rico e ativo.

Pra quem não conhece a história curiosa da , a gente conta um pouquinho: tudo começou nos anos 80, quando um general da União Soviética, Igor Petrowitsch Kornitzky, mostrou uma câmera fotográfica japonesa ao seu comandante, Michail Panfilowitsch Panfiloff, que era diretor da LOMO Russa Armas e Fábrica Óptica. Panfiloff ficou intrigado, especialmente pelas lentes finas de crídeo, muito sensíveis à luz. Os dois então, ao se darem conta de todo potencial que havia ali, ordenaram à LOMO de St. Peterburg que produzisse uma réplica. Assim nasceu a LOMO LC-A, uma das câmeras mais importantes da marca ainda hoje.

Em 1992, depois do sucesso da LC-A ultrapassar as fronteiras soviéticas e cair  nas graças do mundo, foi então fundada a Sociedade Lomográfica Internacional (SLI), com as famosas 10 regras de Ouro e o Manifesto revolucionário de 5 de novembro.

A SLI, com sede em Vienna, na Áustria, promoveu a primeira exibição lomográfica, que deu origem a uma das tradições que as lojas da Lomo mantêm em todo mundo, o LomoWall, enorme mural com mosaico de fotos.

Depois de ganhar o mundo, a LOMO inaugurou sua primeira loja na América do Sul, aqui no Brasil. A cidade escolhida foi o Rio de Janeiro, em Ipanema (quando eu morei no Rio, não saía de lá. Aos sábados, era impressionante como a loja vivia cheia: workshops e festas eram sempre um sucesso).

Agora, finalmente, a LOMO chega a São Paulo, pra nossa grande alegria. E não é apenas a segunda loja da América do Sul, mas a segunda maior loja da marca em todo mundo. Pode ser melhor?

Pode! A Lomo Gallery Store São Paulo, que fica na rua Augusta,  no Jardim Paulistano, vai ter laboratório próprio de revelação (oba!) e uma área especial dedicada ao cinema – tudo por conta da nova estrela da marca, a LomoKino Super 35 MM, que permite a produção de filmes analógicos de de 144 quadros (oba oba!). A câmera ainda nem está à venda e foi uma das mais requisitadas na festa de inauguração – já tem uma lista de espera imensa.

O filme acima é o teaser oficial produzido pela LomoKino, mas você ver outros em seu canal do Vimeo.

Eu conversei com o  dono das lojas no Brasil e ele me confirmou que estes planos ambiciosos são para o começo do ano que vem, mas que os workshops e passeios já começam agora em dezembro. Em 2012, aliás, é bem provável que teremos o privilégio de aprender truques legais com Jorge Sato, um dos melhores lomógrafos do mundo, e não apenas do país. Já falamos sobre ele aqui, lembram?

Nós mostramos um pouco da festa de inauguração em nosso Instagram (@plushblush). O designer, ilustrador e artista plástico Fernado Chamarelli criou desenhos lindos para as paredes da loja paulistana – e teve até bolo no formato da Diana, uma das minhas câmeras mais queridas. Quase 500 pessoas foram prestigiar e movimentaram a noite dessa terça-feira.

Pra ilustrar esse post, escolhi dessa vez as lindas fotos de outra das minhas lomógrafas preferidas, a Pilar Rodriguez Valle, que tem um olhar apurado, sensível e criativo por trás das lentes LOMO. Não são incríveis?