Cinema | A estrela Audrey Hepburn
“O que é preciso para você se tornar uma estrela de verdade é um elemento extra que Deus pode lhe dar ou não. Você já nasce com ele. Não pode aprender. Deus beijou o rosto de Audrey Hepburn, e ali estava ela.” (Billy Wilder)
Na semana em que se comemora o Dia Internacional das Mulher, eu não poderia começar de outra maneira que não fosse essa homenagem à minha grande musa, a atriz-modelo-bailarina-mãe-humanitária, Audrey Hepburn, tão ímpar em sua beleza exterior como interior. Audrey é uma referência e um exemplo pra mim de tantas maneiras diferentes que um texto parece pouco pra expressar toda a minha admiração.
A Audrey atriz é conhecida de todos nós: foi uma das únicas mulheres a receber todas as honras e prêmios que conhecemos, como o Oscar por “A Princesa e o Plebeu” e o Tony por “Ondine”, ambos em 1954. Neste mesmo ano, ganhou ainda o Globo de Ouro e o BAFTA – que depois venceria outras duas vezes, em 1960, por “Uma Cruz À Beira do Abismo” e, em 1965, por “Charada”.
Seu personagem mais famoso, no entanto, é outro: a inesquecível Holly Golightly de “Bonequinha de Luxo” (“Breakfast at Tiffany’s, 1961). O papel, que seria de Marylin Monroe, marcou também a consagração de uma longa parceria entre Audrey e Givenchy, que rendeu outros figurinos deslumbrantes como “Sabrina” (1954) e “Cinderela em Paris” (1957), e imortalizou o pretinho nada básico criado pelo estilista francês e usado por Audrey em algumas das cenas mais icônicas.
A abertura é uma das mais lindas de todos os tempos, com o clássico “Moon River” tocando ao fundo – o filme ganhou o merecidíssimo Oscar de Melhor Canção Original e o de Melhor Trilha Sonora (Audrey também foi indicada como Melhor Atriz). Vale a pena rever em HD:
O lado que pouca gente conhece, mas que faz dela a musa que é pra mim, tão completa, é como a dedicada humanitária que também foi. Audrey passou os seus últimos cinco anos de vida exclusivamente como Embaixadora da UNICEF, especialmente comprometida com o Direito da Crianças, causa que abraçou com todo amor e rendeu belos frutos, como a Audrey Hepburn Children’s Fund (criada pelos seus filhos Sean e Luca em 1994, para dar continuidade a seu trabalho. Para doações, clique aqui).
Veja abaixo alguns momentos marcantes de suas viagens em missão, com fotos comoventes da bela sendo ainda mais bela através de suas atitudes:
Audrey teve ela mesma uma infância bastante difícil. Nascida na Bélgica, em 4 de maio de 1929 (um dos motivos do meu orgulho em ser taurina), ela é filha de um banqueiro inglês-irlandês e de uma baronesa holandesa, descendente da nobreza inglesa e francesa. Apesar do berço de ouro, seus pais se separaram quando ela tinha 9 anos e, ainda garotinha, vivenciou na pele toda dificuldade financeira que a Segunda Guerra Mundial representou na Europa (nessa época, Audrey morava na Holanda, que sofreu a invasão nazista).
Apesar de ter sonhado em ser uma prima baillerina desde sempre, a Guerra e outras dificuldades entraram em seu caminho e mudaram seus planos pra sempre. Felizmente, desse limão ela fez limonada, e Audrey se tornou a grande estrela do Cinema que nós amamos – mas ela sempre considerou seu papel como Embaixadora da UNICEF o mais importante de sua vida.
Em seu site oficial, uma linha do tempo conta mais detalhadamente cada fase de sua riquíssima biografia. Se quiser conhecer Audrey e sua história ainda melhor, este é um bom começo.
Em 1993, ano de sua morte, Audrey recebeu quatro importantes prêmios póstumos: o Grammy de Melhor Álbum de Estórias para Crianças por “Audrey Hepburn’s Enchanted Tales”, o Emmy pelo programa informativo “Gardens of the World”, o SAG pelo Conjunto de sua Obra e o Oscar – Prêmio Humanitário Jean Hersholt.
Ouça aqui “The Sleeping Princess”, uma adaptação do conto de Mary Sheldon, parte do álbum premiado “Audrey Hepburn’s Enchanted Tales”:
E assista ao trailer de sete minutos do programa “Gardens of the World”, com Audrey, que também era apaixonada por plantas e animais:
Mesmo após escrever tanto sobre Audrey, fico com a sensação de que não fiz justiça à grandeza do que ela representa, e da vida tão intensa e inspiradora que teve, como seus casamentos, seu aborto sofrido, a dificuldade pra engravidar, a vida na Itália…
Se você também ficou com esse gostinho de quero mais, minha sugestão é continuar com dois livros: “How To Be Lovely: The Audrey Hepburn Way of Life“, de Melissa Hellstern, e “Just Being Audrey“, de Margaret Cardillo – este uma adorável biografia em formato de livro infantil (de 2011), com ilustrações lindíssimas de Julia Denos – veja mais aqui.
Pra terminar, fico com uma frase de Audrey com a qual não poderia me identificar mais, e que a representa tão plenamente:
“I was born with an enormous need for affection, and a terrible need to give it.”
Senhoras e Senhores, palmas pra Audrey Hepburn – clap, clap, clap, clap!








