Raf Simons e a nova cara da Dior
Todo o drama de Galliano versus minimalismo de Simons
E o mistério acabou. Depois do escândalo Dior envolvendo John Galliano, que desde 1996 estava à frente da grife, foram muitos os palpites acerca de quem seria o próximo head designer da maison francesa. Nesta segunda (09), a Dior anunciou que um dos maiores talentos da atualidade, o belga Raf Simons, estaria assumindo como novo diretor artístico da casa e que sua primeira coleção está agendada para julho, temporada outono/invernos dos desfiles de alta costura em Paris. Simons deixa a Jil Sander.
As negociações duraram cerca de um ano para que Bernard Arnault, chairman da LVMH, descobrisse o artista ideal para direcionar uma marca tão icônica e de luxo como a Dior. Simons, de 44 anos, será o responsável não só pela haute couture, como também toda a criação que vai do prêt-à-porter aos acessórios.
Enquanto não fechavam as negociações, as últimas coleções da Dior foram assinadas por Bill Gayton, arquiteto de formação que durante os 23 anos anteriores foi o colaborador mais próximo de Galliano. Ele foi cogitado para assumir a posição.
Além dele, Marc Jacobs (LV) era favorito até a última temporada, quando as negociações terminaram. Outros grandes nomes como Alber Elbaz da Lanvin, Haider Ackermann, Ricardo Tisci e Stefano Pilati foram cotados.
O que todos sabem é que em 1996, Bernard Arnauld escolheu a veia artística e punk rock de Galliano (que substituiu Gianfranco Ferré) para alavancar comercialmente a marca e atingir todo aquele drama, opulência e esplendor estético – feito que foi bem-sucedido por mais de uma década. Relembre o último desfile de Galliano antes de ser demitido:
Mas e agora? Será que o minimalismo de Raf Simons será páreo para a extrema elegância e feminilidade de Galliano? Será ele capaz de levar o “icônico estilo da casa Dior ao século 21″ e trazer uma nova cara para a Dior?
O desafio foi lançado.



