A volta dos que não foram
Nos últimos dias, a notícia-sensação de que o No Doubt estaria de volta, depois de 11 anos de jejum, está em todos os lugares.
O novo disco, “Push and Shave”, chega às lojas no final de setembro, mas o primeiro single, “Setlle Down”, já está no iTunes.
Para a alegria geral dos fãs, o primeiro clipe do álbum tem direção de Sophie Muller, de “Don’t Speak”, “Underneath It All”, “Sunday Morning” e “Simple Kind of Life”, alguns clássicos da banda.
Mas a ideia de que ficamos 11 anos sem No Doubt é um mito. A última música inédita do grupo, na verdade, era de 2003. E, de lá pra cá, a banda se apresentou algumas vezes – como na turnê conjunta com Blink-182. O próprio “Push and Shave” começou a ser pensado em 2008, enquanto Gwen promovia seu segundo trabalho solo.
(Veja aqui a história da banda desde o seu nascimento, lá em 1986.)
Para mim, especialmente, o No Doubt nunca foi embora. Sim, eu senti falta de músicas novas, mas, de outro lado, acho que sempre serei tão preenchida pelas antigas, que eles não deixaram de fazer parte da minha vida nesses anos todos.
No Doubt me faz lembrar da minha adolescência, quando a internet mal existia, e eu esperava ansiosa para ver o clipe de “Don’t Speak” na MTV. No Doubt traz de volta o meu colegial e as conversas animadas com a minha irmã, quando ainda morávamos não apenas na mesma cidade, como também na mesma casa, quartos e corações colados. No Doubt foi, ao lado do Bush, a trilha sonora recorrente do meu primeiro amor, uma história bonita e feliz enquanto durou – e olha que durou, viu? Não tanto quanto Gwen e Gavin, mas lá se foram quase seis anos. No Doubt me recorda do comecinho da vida adulta e de muitas descobertas tão coloridas como o batom vermelho e o amarelo das roupas da Gwen (musa).
Esse tempo passou, mas também ficou. Cada momento dele faz parte de quem eu sou, não apenas de quem eu fui. Então, se as memórias têm uma trilha, parte preciosa das minhas roda ao som de No Doubt.
Para relembrar e entrar no clima:



