A vilania mais na moda do que nunca

Tô obcecada com . Mas quem não tá? É tipo a“Vale Tudo” de 2012, só que no lugar de Odete Roitman temos Carminha reinando absoluta. Quando a novela foi anunciada ela parecia só mais uma madrasta dessas tantas, mas o tempo foi passando e ela foi nos cativando cada dia mais com sua coleção de camisolas de seda & maldades fofas.

Carminha é a consagração da vilania na classe C. Ela é ascensão, explosão e ápice. E não sei como vão conseguir tirá-la do topo. Para derrubar Carminha, Nina (carismática como um vidro de palmito) teria que nascer de novo em forma de Clara (Ximenes!).

Carminha vai além de todas: Odetes, Floras, Terezas, Fátimas & Nazarés. Não há limites para suas maldades e ela ainda faz tudo esbanjando um bom humor e um cinismo que fascina. E acho que é isso que a coloca em imensa vantagem sobre as outras, porque maldade todas faziam, mas as das classes abastadas eram amarguradas e entendiadas e não tinham o brilho da alegria suburbana no olhar, como a nossa diva tem e usa sem economizar.
Abandona criancinhas no lixão, mata pessoas (spoiler) e cachorros (Totó não vai latir mais!) pega o cunhado, humilha a filha gordinha, manipula meio mundo e ainda posa de mãe católica e dedicada. Carminha faz com que a nossa amada Nazaré não passe de uma tia louca e Mária de Fátima uma menina mimada.

Carminha faz até Laurinha Figueroa despencar do “top five” da vilania (e olha que essa era incrível) mas não se divertia como a nossa musa se diverte, porque a amargura cheia de pompa impedia que ela brilhasse sem limites, mas não podemos negar que se jogar de um prédio agarrada ao brinco da sucateira foi coisa de gênia da maldade (toca aqui Laurinha!).
Mas acreditamos no potencial de Carminha. Ela há de superar isso.

Só espero que João Emanuel não invente de querer justificar sua demência com traumas de infância. Queria que ela fosse má por pura vontade, desvio caráter e falta de Rivotril. Esse negócio de sofreu na infância por isso ficou assim não dá mais. “Nasceu diaba”. Acho bem mais interessante do que criar justificativas para ela virar uma vítima das circustâncias. Ela não é.

Bom, é novela né gente? Admiramos apenas a interpretação brilhante da atriz, porque se da vida real Carminha fosse, essa hora nossa diva estaria tomando sol com Suzane, Ana Carolina e Elise lá no Tremembé. Posso apostar que seria uma amizade linda: “Villainy and the city”.

O que podemos afirmar é que, com a sua chegada, Carmem Lúcia condenou Odetes, Fátimas, Terezas, Nazarés e Laurinhas à morte instantânea. Nos apaixonamos por ela no primeiro capítulo, mas não tínhamos ideia que esse amor podia crescer tanto. Hoje o Brasil reverencia essa vilã que ainda nem acabou, mas já se tornou inesquecível.

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