Razões para ler “O Hobbit” antes de ver o filme

“Numa toca do chão vivia um hobbit”.
É com essa frase que J.R.R. Tolkien criou o passaporte para uma jornada mágica e inigualável.

Escrito para seus filhos, o livro é considerado uma verdadeira obra-prima. Publicado em 1937, já vendeu mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo, sendo traduzido em mais de 30 idiomas e é, até hoje, um dos livros mais influentes da nossa geração. Também pudera.

Para os mais desavisados, “” é o prelúdio da reconhecida trilogia O Senhor dos Anéis, a história mostra a aventura de Bilbo Bolseiro, o tio de Frodo, herói da saga que viria a seguir. Ao lado do mago Gandalf, do líder de um grupo de anões, Thorin Escudo de Carvalho e seus 12 companheiros, Bilbo é escalado para resgatar um tesouro roubado pelo temível Smaug, o Dragão.

Já falei o suficiente sem fazer nenhum grande spoiler – afinal, essas informações já estão ali no trailer ou na sinopse do filme, oras. Mas porque raios eu resolvi escrever um post tentando te convencer a ler o livro? Bem, antes de qualquer coisa, não quero catequizar, nem arrumar briga com ninguém. Quero apenas que você leia uma história sensacional. Por isso, preparei dois argumentos diferentes – para tipos de leitores diferentes.

Primeiro, um comentário para quem vai assistir “O Hobbit” e não é fã do livro – ou nunca mesmo tinha ouvido falar nele antes dessa adaptação para o cinema. E, logo depois, um comentário para quem já conhece a obra e está igualmente apreensivo quanto à produção.

Para quem nunca leu “O Hobbit”

Mas afinal, o que pode haver de tão interessante em um pequeno hobbit que tem sua casa invadida por um grupo de anões e um mago, até que finalmente se vê embarcando em uma aventura na qual não se voluntariou? Bem… a resposta está na própria pergunta! Esse é o sonho de qualquer um que tenha uma vida extremamente pacata e sem grandes emoções.

Nas quase 300 páginas, você será testemunha de encontros, desencontros, descobertas, mistérios e surpresas, numa aventura que, inclusive, explica melhor algumas passagens d’o Senhor dos Anéis. Se você nunca sentiu o gosto de um livro, vai devorar este.

Para aqueles fuceiros de livraria que já tiveram a curiosidade de folhear ou ler o prefácio de O Senhor dos Anéis, por exemplo, podem esperar algo completamente diferente. Em “O Hobbit”, Tolkien não se expressa com uma linguagem rebuscada e minuciosa, e sim, usa e abusa de uma linguagem leve, divertida e envolvente.

Quando eu digo que amei o livro é porque poucas obras que já li ou vi me prenderam tanto a atenção. É isso que me faz ficar bastante ansiosa para a adaptação cinematográfica, que promete muitas sequências de tirar o fôlego.

Para quem já leu “O Hobbit”

O recado para o pessoal da “minha tchurminha” que já leu a aventura é para reler o livro até o lançamento do filme, e segurar as pedras caso a adaptação seja um pouquinho diferente do original.

Vamos deixar em mente o fato de que livros e cinemas são formatos totalmente diferentes, que exigem atenções diferentes, e oferecem um tipo de distração (e de informação) diferentes. Qualquer transição – aliás, nos dois sentidos, do cinema para a literatura e vice-versa – vai deixar alguma coisa de fora, infelizmente. Mas acredito que toda a magia e a diversão dessa aventura não serão dispensadas do roteiro de jeito nenhum!

Então não vou mais insistir, só fazer um mini-apelo: ainda dá tempo de sobra para ler e reler o livro antes de ver o filme, que será lançado em uma trilogia (anunciada por Peter Jackson essa semana, como diz este post do Danger). A primeira parte estreia agora em dezembro, então, sem desculpas esfarrapadas para ler, hein?

Espero que a leitura de O Hobbit cause em você o mesmo impacto que causou em mim e em Bilbo: a surpresa de uma festa inesperada.

Boa leitura – e em breve, bom filme! ;)

Coluna originalmente publicada na revista virtual Confeitaria.