Once: A New Musical

Em 2008 uma música linda de um filme totalmente desconhecido ganhou o mundo ao ser interpretada e receber o Oscar na categoria de “Melhor Canção”: Falling Slowly de repente se tornou uma das músicas mais adoradas do cinema contemporâneo. A música é mesmo incrível dentro de toda a sua simplicidade, mas ainda mais incrível é o filme onde a canção está inserida, o Once. O projeto do filme, que custo 150 mil dólares, surgiu em 2005, quando o diretor John Carney assistiu um show de Glen Hansard (ator principal do filme) e sua banda, a The Frames. Ele gostou tanto do que ouviu que encomendou ao líder da banda algumas canções para desenvolver o projeto. O roteiro de 60 páginas, inclui 10 canções inéditas, incluindo Falling Slowly.

O projeto deu tão certo, que esse ano ganhou um e foi parar na Broadway. O argumento da produção teatral é o mesmo da cinematográfica: Um musical moderno sobre um músico de rua e uma imigrante e sua semana agitado em Dublin, enquanto eles escrevem, ensaiam e gravam músicas que contam a sua história de amor. No , onde tem ingressos disputadíssimos, Once tem recebido excelentes críticas e ganhou nada menos do que 8 prêmios Tony em 2012, incluindo o de Melhor Musical.

Como não estou em Nova Iorque, fico buscando vídeos na internet para conhecer um pouco mais sobre a produção e o que posso dizer é que tudo o que eu vi já me emocionou só em vídeo, imagina só ao vivo! Também pudera, Glen Hansard e Markéta Irglová (protagonistas, músicos e letristas) integram a equipe criativa do musical o que contribui para que as canções sejam interpretadas com tanta sutileza e a beleza nos palcos, quanto foram na tela. O rapaz é interpretado por Steve Kazee, que ganhou o Tony de Melhor Ator pelo papel e é conhecido por sua atuação como Lancelot em Monty Python’s Spamalot. Já a moça é interpretada por Cristin Milioti, que foi indicada ao Tony de Melhor Atriz pelo papel e já esteve em “30 Rock”, “Nurse Jackie”, “The Good Wife” e “The Sopranos”.

É ou não é para correr para Nova Iorque agora e assistir? A impressão que eu tenho é que essa história – seja no cinema ou no teatro – tem tanto coração e é tão verdadeira e crua que é impossível não se apaixonar.