Oz, Mágico e Poderoso | A terra de Oz
Contar uma história é transportar alguém para um mundo totalmente novo. Sempre gostei de contar histórias, mas para mim o mais fascinante é conhecer histórias contadas por outras pessoas. Nada substitui o prazer de ver um mundo completamente novo se abrindo diante dos meus olhos.
Com um filme não deve ser diferente. Uma boa direção de arte e cenários ricos me fazem comprar quase qualquer ideia. Seja uma comédia romântica ambientada em Manhattan ou uma guerra épica as margens de um imponente palácio… Uma ambientação bem feita é tudo. Quando se fala de um conto de fadas então, nossas expectativas parecem não ter limites. Chegamos a um ponto, onde efeitos especiais e a tecnologia 3D nos proporcionam uma experiência muito mais real daquilo que costumava ser apenas imaginário. É quase como ver os seus sonhos se tornarem realidade.
Tenho grandes expectativas em relação a Oz, Mágico e Poderoso. Como fã dos livros, do filme, dos musicais e de tudo o que já foi criado sobre esse mundo mágico, tenho em minha cabeça uma ideia bem formada do que esperar. Me chamem de mimada, mas não aceito nada menos do que um cenário incrível. Para minha sorte, Sam Raimi convidou ninguém menos do que Robert Stromberg para ser o desenhista de produção do filme e gente, duvido que atualmente haja alguém melhor no ramo. Responsável pelos cenários de Alice no País das Maravilhas e Avatar, Stromberg pode ser considerado um mágico dos cinemas, afinal, possui aquela capacidade única de transformar o irreal em realidade.
Para dar vida a Oz, ele criou 24 cenários icônicos como a famosa Estrada de Tijolos Amarelos e a Cidade das Esmeraldas, todos desenhados e imaginados, junto com novos desenhos muito esperados, como a Sala do Trono da bruxa, a Whimsie Woods (onde Oz conhece Theodora), a Floresta Escura, onde Glinda, a Bruxa Boa, é apresentada na história, e a Cidade de Porcelana, cujos habitantes são totalmente feitos de porcelana.
“Os outros projetos que eu fiz foram muito mais virtuais”, admite Stromberg. “Para este filme em particular, eu queria conferir uma característica de palco de teatro. Acho que não se consegue obter isso de mundos inteiramente digitais. Então, a única maneira de conseguir essa sensação de palco de teatro foi construir grandes cenários em estúdios de som. E depois ampliá-los usando efeitos visuais de maneira a dar apoio em vez de simplesmente lhes conceber um papel dominante que se sobrepõe a todos os aspectos do processo da cinematografia.”
Os ambientes práticos foram também um pedido do diretor Sam Raimi. Ele queria que os atores pudessem atuar em um espaço mais real possível, que o elenco fosse capaz de ver, tocar e sentir o lugar onde estavam filmando. Para mim faz todo sentido. Não sou atriz, mas sempre achei que deve muito mais difícil dar vida a um personagem quando se está simplesmente em um estúdio todo verde pronto para o chroma-key. Todos os sentidos humanos devem ser de extrema importância na hora da criação.
Pelo visto eu não sou a única pessoa que pensa assim. Michelle Williams (Glinda) disse que foi empolgante estar no set porque o mundo mágico não estava mais só na cabeça dos atores. “Com a Estrada de Tijolos Amarelos e o castelo da Glinda diante de mim, eu não precisei imaginar o que me cercava. Sam e Robert realmente fizeram com que os atores se sentissem à vontade nos sets que construíram para nós trabalharmos.”
Quer conhecer um pouco mais do mundo criado por Robert Stromberg? Dá uma olhada em algumas das locações de Oz – Mágico e Poderoso.
O circo (Kansas)
A Estrada de Tijolos Amarelos: o icônico caminho amarelo nos levará a terras ainda inexploradas.
Cidades das Esmeraldas: a cidade cheia de esplendor se tornará um campo de batalha.
O cemitério e a Floresta Negra: o lado negro de Oz onde o perigo é selvagem e o terror é real. O paisagista Dan Gillooly foi muito engenhoso ao encontrar elementos naturais nos subúrbios de Detroit que engrandeceriam os cenários de Oz Mágico e Poderoso (Oz The Great and Powerful). Examinando a área, ele encontrou um pomar repleto de pessegueiros mortos e usou os galhos para criar a assustadora Floresta Negra. Outra descoberta que engrandeceu a textura e a energia da Dark Forest foram os cardos, que vêm de um campo próximo que ele descobriu durante suas andanças pela área.
Castelo da Glinda: a esperança e humanidade em Oz.
A cidade de porcelana: uma linda e delicada cidade abalada pelas forças do mal.
Quem está pronto pra se aventurar nas terras de Oz, levanta a mão! o/
















