por Tata Giglio em quarta-feira, novembro 14, 2012 ·
Minhas conterrâneas (de SP) que me xinguem e as outras cidades brasileiras que me desculpem, mas o Rio de Janeiro tem mesmo uma bossa só sua. Principalmente as cariocas, que dão o que falar no mundo inteiro: estão sempre lindas, bem cuidadas, bronzeadas, com looks despojados e irradiando alegria!
Quem concorda comigo também sabe que é aqui no Rio onde as principais tendências de rua se proliferam. Aqui é onde o estilo reina soberano e natural, porque é claro: a carioca consome diferente, pensa diferente e se veste diferente (sem desmerecer as outras brasileiras, é claro), porque é criativa e está sempre em busca de peças bem originais e coloridas. (por essas e outras que a Farm é a Farm, a Totem faz sucesso por suas cores e estampas e outras marcas cariocas são tão apaixonantes… mas deixa esse assunto para a próxima.)
Sabendo bem disso, Renata Abranchs e Tiago Petrik – editores do site de streetstyle RIOetc(que dispensa apresentações) – decidiram lançar o guia de estilo A Carioca, inspirado no best-seller de Inès de la Fressange, A Parisiense.
O guia é baseado em entrevistas com a cantora Thalma de Freitas, a atriz Livia de Bueno, a apresentadora Cynthia Howlett e a especialista e pesquisadora de modaPaula Acioli. Com tirinhas bem humoradas de Bruno Drummond e muitas fotos, o livro vai mostrar o jeito de se vestir, de se comportar e de se relacionar na cidade, além de mostrar os segredos de beleza e os hotspots que elas frequentam.
Enquanto o livro não chega (será lançado dia 22 de novembro na Livraria da Travessa, anota aí!), foi criada uma fanpage super fofa e inspiradora, que fala bem do jeitinho carioca. Tem que seguir e ficar de olho nas novidades por lá (aproveita e segue a gente por lá também, né?).
Neste verão, além do protetor solar e óculos escuros, a gente já sabe qual será a leitura obrigatória que não vai poder faltar na bolsinha de praia ou na cabeceira!
Claudia Grechi Steiner é uma escritora e fotógrafa paulistana, que vive em Wettingen, na Suíça. Criadora de “Só o Pó“, o primeiro romance em língua portuguesa inteiramente publicado no Facebook, Claudia conversou um pouco sobre seu projeto com a gente.
O livro fala sobre quatro jornalistas que foram grandes amigos e agora, 15 anos depois, só “convivem” através da rede social.
A ideia curiosa sempre me chamou atenção, especialmente porque Claudia usa os próprios mecanismos do Facebook para contar a história, que acaba de inaugurar a segunda temporada.
Leia abaixo a entrevista:
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Como surgiu a ideia de fazer um livro no Facebook? Teve algum projeto em especial que foi sua inspiração?
Ano passado escrevi um romance longo, trabalhoso, cheio de pesquisa por trás. Enviei para algumas editoras no Brasil e, enquanto esperava uma resposta, resolvi escrever outro livro. Nessa época, eu estava muito no Facebook, horas por dia. Minha irmã, que não usava, sugeriu que eu escrevesse sobre as relações na rede. Então, pensei: TEM que ser publicado no próprio Facebook! Pensei que, como plataforma de publicação, era ainda inexplorado e podia ser muito interessante. Fui buscar no Google e soube que alguém já tinha feito isso, um austríaco (Zwirbler). Mas ele só publica trechos de um livro, sem interações, sem vídeos, sem personagens conversando, ou seja, sem explorar os recursos do Facebook, como o “Só o Pó”.
Ao utilizar as próprias ferramentas do Facebook para contar a história de seus personagens, você consegue perceber se os leitores acompanham esses capítulos com mais engajamento em algum formato específico?
Como administradora da página, posso ver quantos views cada postagem teve. De longe, os capítulos são os que mais rendem. O que é curioso, porque o mais interessante é exatamente a inovação de usar outros recursos do Facebook. Mas pessoas querem mesmo é acompanhar a história. É o texto que faz mais sucesso.
Dividir o livro em temporadas envolve um planejamento diferente. Como é o seu processo criativo?
No inicio, ia ser apenas uma temporada. Achei que uma história longa não funcionaria no Facebook, as pessoas logo cansariam, como acontece com tudo na Internet. Mas fez sucesso, pediram mais e isso motivou a continuar. Escrevi a segunda e agora estou publicando. Já estruturei essa temporada para uma terceir, mas como na primeira, a história é uma história “fechada”. Ou seja, cada temporada se basta (como narrativa com começo, meio e fim). O processo é basicamente este: preciso de um tempo para escrever tudo, depois, um dia antes de publicar os capítulos, eu os edito: incluo novos trechos, deleto outros, troco palavras e procuro referências (vídeos, fotos, etc) para as postagens dos personagens. Então publico e acompanho a resposta das pessoas no Facebook.
Conte um pouco da sua trajetória antes de “Só o Pó”: como foram seus primeiros passos na Literatura?
Escrevo desde a adolescência. Com vinte e poucos anos, parei e fui ser jornalista, pois precisava ganhar dinheiro – naquela época Literatura dava menos dinheiro ainda que agora (não dava nada, na verdade). Fui repórter, editora, colunista em revistas e portais de Internet. Escrevi para um site de Literatura, um dos primeiros, ao lado de Andrea del Fuego, Indigo e outros. Mas, basicamente, trabalhei só como jornalista. Estudei Artes Plásticas, Letras e Direito na faculdade. Não terminei nenhuma. Também estudei Roteiro para Cinema, esse eu terminei!
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Quem acompanha “Só o Pó” sabe que o fato da autora ter estudado roteiro faz toda diferença: a sensação é mesmo a de que assistimos à história, uma mistura entre livro, novela e série.
Quem não acompanha, vale a pena conhecer e saber que nem só de memes, piadas e hostilidades vivem as redes sociais: www.facebook.com/livrosoopo
Está em cartaz no Caixa Cultural no Centro do Rio de Janeiro a exposiçãoMacanudismo que reúne os trabalhos do quadrinista argentino Liniers. Com curadoria de Bebel Abreu, a mostra exibi 650 obras entre tiras originais de quadrinhos, pinturas, ilustrações e livros. Seu trabalho como o nome mesmo já diz – “Macanudo” quer dizer algo “extraordinário” em espanhol – retrata a realidade com fantasia, diversão e uma explosão de cores e formas. O humor – que tem quase sempre como cenário lugares surreais – também é característica principal de suas tiras que são publicadas no jornal La Nación. A programação da exposição conta com palestras, noite de autógrafo, oficinas e sessões de cinema que prometem agradar os fãs mais antigos de Liniers e os novos admiradores de sua obra.
Nascido em Buenos Aires em 1973, Ricardo Liniers Siri começou sua carreira fazendo fanzines, e mais tarde seus trabalhos apareceram na revista Rolling Stone, Spirou, La Mano. Entre seus livros publicados estão: Macanudo #1 a #8 que reúnem suas histórias em quadrinhos no jornal argentino La Nación; a série de tirinhas Bonjour ganhou uma compilação homônima; o infantil Lo que hay antes de que haya algo fala de misteriosos seres vistos por um menino antes de dormir; Conejo de Viaje mostra as viagens do autor e Cuadernos reúne trechos de seus cadernos de desenhos. No Brasil foram lançados Bonjour, os 4 primeiros volumes de Macanudo e hoje acontece a tarde de autógrafos na Caixa Cultural do lançamento do 5º volume da série aqui no Brasil. Na argentina, sua obra ilustra canecas, caderninhos, decals para celular e adesivos para notebooks. Tudo bem lindo e com uma loja virtual que entrega no Brasil <3.
Data: De 10 de julho a 9 de setembro de 2012
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2 – Avenida Almirante Barroso, 25, Centro (estação de metrô: Carioca)
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Informações: (21) 3980-3815
Entrada gratuita
Difícil escolher a minha preferida, mas essa que traz uma interação de muro com natureza e arte é bem original e divertida, não acham?
Eu vi a notícia no site Hypeness, que trouxe uma seleção de imagens bem interessante sobre as novidades que Bansky anda aprontando por aí. Vale a pena dar uma espiada.
A exposição de Primavera do Met Costume Institute, Schiaparelli and Prada: Impossible Conversations, exploraas afinidades entre Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada, duas estilista italianas de épocas diferentes.
Inspirada pela série “Entrevistas Impossíveis” de Miguel Covarrubias publicada na Vanity Fair em 1930, a exposição faz uso de conversas orquestradas que sugerem uma nova leitura do trabalho inovador de ambas. São apresentadas montagens icônicas em vídeos, dirigidos por Baz Luhrmann, que simulam conversas entre Schiaparelli e Prada com foco na maneira como as duas exploram temas similares em seus trabalhos utilizando abordagens muito diferentes.
A exposição conta com cerca de 100 projetos e 40 acessórios de Schiaparelli (1890-1973) dos anos 1920 aos anos 1950 e de Prada dos anos 1980 até o presente. Até dia 19 de agosto no Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.
Está rolando em São Paulo no Museu da Imagem e do Som, MIS, uma exposição no mínimo intrigante. A Superfícies Polaroides trás 300 retratos clicados pelo ícone da pop art Andy Warhol com sua máquina instantânea Big Shot da Polaroid entre os anos de 1969 e 1986. Entre os cliques mais procurados estão os dos amigos famosos: Mick Jagger, Sylvester Stallone, Liza Minnelli, Jane Fonda, Pelé e muitos outros.
Para chegar ao resultado final das imagens que estão expostas, 4 fotos da sequência de muitas outras tiradas eram escolhidas por Andy que com poucos recursos aplicava uma técnica de serigrafia multicolorida para fazer retoques e tornar as pessoas “ainda mais atraentes”, como ele mesmo gostaria de ser visto. Era assim o ”Photoshop” dos anos 80.
Os rostos brancos e o flash estourado também faziam parte da produção. Fiquei curiosíssima para ver de perto as fotos que trazem bastante do olhar de Andy, o homem que imortalizou a sopa Campbell naquelas ilustrações super coloridas que todo mundo conhece. Para quem for e puder ficar um tempinho a mais recomendo um almoço ou jantar no restaurante Chez Mis que fica ali mesmo no museu.
O MIS fica na Av. Europa, 158, no Jardim Europa, São Paulo. A expo abre as portas de terça a sexta, 12h as 21h. Sábado, domingo e feriados, 11h as 20h até 24 de junho.
O conto da menina oprimida que perde o sapatinho de cristal e tem um final triunfante parece ter encantado de vez a mente e os olhos de produtores e diretores musicais. Ao menos é o que parece já que a história, que foi publicada pela primeira vez por Charles Perrault, adaptada pelos irmãos Grimm e alcançou sua glória com o desenho da Disney (quem não ama?), promete ganhar dois musicais na Broadway entre as temporadas de 2013 e 2014.
O primeiro será uma adaptação do filme Para Sempre Cinderela (1998) que chega ao teatro pelas mãos da diretora e coreógrafa Kathleen Marshall, ganhadora do Tony Award por Wonderful Town, com música e letra da dupla Zina Goldrich e Marcy Heisler (‘O Ursinho Pooh’ e ‘Timão e Pumba’). A história será a mesma do filme: A jovem Danielle vive na França do século XVI e enfrenta a fúria de sua madrasta, mas acaba ganhando o amor do príncipe. Segundo Kathleen a ideia do musical é mostrarcomo uma mulher forte e independente pode transformar seus sonhos em realidade sem a ajuda de uma fada madrinha e truques mágicos. O casting e a data de estréia ainda não foram divulgados, mas estima-se que a produção tenha sua estréia na temporada 2013-14.
Já outro grupo de produtores anunciou que levará o clássico musical televisivo, Rodgers and Hammerstein’s Cinderella, transmitido originalmente pela CBS em 1957 com Julie Andrews (diva!) no papel principal, à Broadway na tempora 2012-13. Com direção de Mark Brokaw (‘Cry Baby’) o musical, que teve o libreto modernizado por Douglas Carter Beane (‘Lysistrata Jones’, ‘The Little Dog Laughed’) onde agora é a Cinderella quem resgatada o príncipe, terá Laura Osnes (‘Bonnie & Clyde’) como protagonista e Santino Fontana (‘Billy Elliot’) como príncipe encantado. A data de estréia ainda não foi divulgada.
Uma coisa que pouca gente sabe é que “Alice no País das Maravilhas”, o clássico de Lewis Carroll, já foi ilustrado pelo grande pintor espanhol, Salvador Dalí (1904-1989).
Dá para imaginar uma combinação mais perfeita do que esta? Uma estória cheia de momentos psicodélicos desenhada por um artista famoso por seus quadros surrealistas parece bom demais para ser verdade. Pois é. Mas a edição especial não só existe, como contém lindas e expressivas gravuras, uma para cada capítulo do livro.
As imagens foram digitalizadas pela Galeria William Bennett. Para ver todas as ilustrações, clique aqui.
Como é de se supor, o livro é uma obra de arte, e foi estimado em módicos US$ 12.900. Mas quem estiver curioso, esse vídeo nos revela um pouco dessa preciosidade:
A cantora belga Selah Sue, essa loirinha de olhos claros e apenas 22 anos, é a sensação atual do chamado “neo-soul”.
As comparações com Amy Winehouse são inevitáveis (inclusive pelo hair style meio “girl groups”). Também já foi dito que ela trilha o caminho de Adele e Joss Stone (embora sejam dois caminhos tão diferentes, né?). Sue diz que duas de suas influências mais marcantes são Lauryn Hill e Janelle Monáe .
Suas canções são um belo retrato do soul moderno, com influências de folk, hip-hop e reggae.
Mas melhor do que teorizar sempre é ouvir. Então vamos lá:
A música “This World” (acima) faz parte do álbum “Selah Sue“. O disco será lançado no Brasil em maio, depois de mais de 400 mil exemplares vendidos na Europa. O sucesso parece inevitável: seus vídeos já somam 25 milhões de views no YouTube.
Uma das canções mais famosas é um dueto bem bonitinho com Ce Lo Green (que ele também lançou em seu disco e você pode escutar aqui).
Contar pra vocês que é só isso que tenho ouvido por esses dias. E que ando gostando bastante, viu? Read More
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