O amor é (mesmo) contagioso
por Fabiane Secches em segunda-feira, outubro 22, 2012 ·


Neste mês, o Plush Blush está trazendo posts de conteúdo especial sobre a conscientização, prevenção e tratamento do câncer de mama. Mas não apenas sobre ele. Aproveitamos essa oportunidade para nos aprofundar e falar sobre o câncer, em geral, e trazer histórias reais e inspiradoras de pessoas que enfrentaram a doença, de maneiras e perspectivas diferentes. Mostramos vídeos educativos, campanhas importantes, contamos a história do belo movimento Outubro Rosa e ressaltamos a importância do amor e do apoio da família e dos amigos nessa luta.
Agora, quero falar um pouco sobre a importância do amor e do apoio de outras pessoas, que dedicam parte do seu tempo e coração a uma tarefa tão bonita como trazer mais alegria aos hospitais e centros de tratamento de câncer (e de outras doenças): os clowns, ou palhaços.
Conversei com a publicitária Marina Wajnsztejn, a querida MaWá, também conhecida como a palhaça Cremilda, que é voluntária como clown (saiba mais no Portal do Voluntário).
Ela dividiu um pouco dessa vivência tão nobre e tão rica com a gente:

“Minha experiência com palhaço começou sem querer. Eu fazia percussão corporal e uma amiga me chamou para tocar numa UTI, uma vez que “não era possível entrar com instrumentos”. Como eu fazia música usando só o corpo, ela achou que seria legal ir lá.
Nessa época, eu não tinha ideia do que era a máscara do palhaço. Não conhecia a capacidade de transformação. E não sabia que ela poderia ser um instrumento poderosíssimo, tanto pra mim quanto para os outros. Continuei o trabalho ao longo dos anos, visitando alas pediátricas de hospitais e fui aprendendo, aos poucos, que o menos importante de tudo, para o palhaço num hospital, é a doença. Porque o componente humano é o que mais interessa para um trabalho desse tipo, no qual resgatamos o que há de mais ativo em alguém que está em estado debilitado. A máscara do palhaço faz isso com a gente: expõe o que há de mais natural, o que há de mais orgânico. Ser palhaço é reinventar tudo como a primeira vez, até a próxima primeira vez.
Trabalho diretamente com crianças, em qualquer estado: câncer, pós operatório, internação, doença terminal. Muita gente me pergunta se o trabalho é muito difícil ou duro de encarar. E eu sempre lembro que se a criança consegue expor a criança que existe nela e ignorar a doença, eu também preciso ser capaz de fazer isso. É mais do que jargão dizer, mas o fato é que o trabalho é mais valioso pra mim do que pra elas. É uma lição de vida.
Quando estamos doentes, nos aproximamos de alguma maneira da morte. Quando esse estado de “proximidade da morte” se prolonga, muitas vezes com tratamentos super extensos como o câncer, eu fico pensando como eu gostaria enfrentar esse momento. E a resposta é simples: como um ser humano. Talvez seja esse meu encanto com a máscara do palhaço.”
MaWá também nos mostrou alguns textos que escreveu sobre experiências vividas como clown: Read More
Mulheres, ninguém está livre disso
por Danielle Gurgel em sexta-feira, outubro 19, 2012 ·


No mês de conscientização sobre a prevenção e a luta contra o câncer de mama, esses dois vídeos do ano passado merecem ser revistos para nos fazer pensar.
O primeiro porque reafirma, com senso de humor, que ninguém está livre disso. Não importa tamanho ou formato dos seios, todas as mulheres estão sujeitas a esse mal e devem se cuidar igualmente.
O segundo porque fala mais detalhadamente da doença, dos fatores de risco e da importância da realização da mamografia, além do autoexame. É um filme didático, mas construído com arte, através de técnicas de ilustração e stop-motion.
Você pode parar alguns minutos do seu dia para se informar mellhor e se cuidar. Faça esse favor a si mesma, pause seus compromissos e clique no play:

A importância do amor
por Paula Saldanha em quinta-feira, outubro 18, 2012 ·


“Meu marido todo dia falava pra mim: ‘você, carequinha, eu vou te amar’.”
Quando li esse frase, desatei a chorar. Foi uma das declarações de amor mais bonitas que já vi. Simples, direta e sincera. Mas não foi para mim.
A sortuda que ouviu isso foi uma das 1.700 pessoas entrevistadas em uma pesquisa encomendada pelo Instituto Avon para traçar um panorama sobre o câncer de mama no Brasil. Essa sortuda não teve seu nome divulgado, claro, mas, se você me permite, gostaria de chamá-la de Norma, nome de uma tia muito querida que perdeu a luta para essa doença horrível. Minha tia foi muito feliz até seu último instante, porque sabia que tinha um porto seguro: o marido e a família.
Norma, assim como muitas mulheres, enfrentou a pior doença que uma pessoa pode ter. Pelo menos, na concepção de mais da metade dos entrevistados. Para muitos, a palavra câncer é impronunciável e substituída por “aquela doença”, “CA” e por aí vai.
A pesquisa também traz algumas informações que parecem óbvias, mas são verdadeiras armas na luta: o médico é peça fundamental para instruir, acolher e cuidar da paciente; a família é a chave para o conforto da mente e da auto-estima fragilizada.
No entanto, o companheiro e a família não costumam se envolver na rotina da prevenção. Difícil imaginar um filho perguntar se a mãe tem ido ao ginecologista ou um marido preocupado se a companheira anda fazendo o autoexame corretamente, né? Mas a pesquisa mostra que existem muitas Normas por aí: hoje, a mulher com câncer diz se sentir mais acolhida pelas pessoas que ama do que sequer imaginava.
Outro ponto interessante da pesquisa é a percepção em relação ao nome da doença. Para quem nunca a enfrentou, a simples menção de “câncer” traz à mente palavras como medo e morte. Para as mulheres que têm a doença, o medo e a morte continuam lá, mas outra palavra ganha muito mais força: LUTA. A vontade de vencer é maior que o medo de morrer. E é aí que o apoio familiar se mostra insubstituível.


Uma última informação, muito bonita: as mulheres curadas da doença que responderam à pesquisa viram a experiência como libertadora e de elevação espiritual. A luta é dura, o tratamento é violento, as consequências emocionais são inimagináveis e, por isso, ninguém merece ter que passar por isso sozinha.
Espero, do fundo do meu coração, que a Norma da frase que inicia esse post seja uma vencedora e que continue sendo muito amada, carequinha ou cabeluda.
O estudo está disponível no site do Instituto Avon, em PDF, para quem quiser olhar e se inspirar a agir como o marido da Norma.
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.

Acredito que uma das reações mais comuns quando alguém é diagnosticado com câncer é a raiva. Muita raiva. É um misto de medo, impotência, sensação de derrota e ao mesmo tempo de ser desafiado a vencer a doença. É a partir desse mix de sensações que um movimento bem-humorado em prol da detecção precoce do câncer, quando há mais chance de cura, foi nomeado: Fuck Cancer. “Using these two words together gives cancer the visceral response it deserves. Taking such a private word into the public space is powerful. If there’s ever a time to use “fuck” it’s now”.
A ideia do movimento é muito simples. Quanto antes for detectado, maiores as chances de cura – 90% dos cânceres são curáveis no primeiro estágio. Para isso, procura-se conscientizar os jovens – a tal Geração Y, conectada e antenada em tudo que acontece no mundo – da importância da detecção precoce do câncer, usando as redes sociais, vídeos bacaninhas e uma linguagem que atraia o interesse deles pelo assunto. Ah, e estimulá-los a passar essas informações para seus pais, parentes e amigos mais velhos, de modo a acabar com o tabu em se falar do câncer.

Como não poderia deixar de ser, neste mês de outubro o Fuck Cancer lançou no Facebook uma ação em parceria com a versão americana da revista Woman’s Health, chamada “Touch Yourself – Take the Pledge”, que incita as mulheres a assumir o compromisso de adotar um hábito que faz toda diferença na detecção do câncer de mama: “I pledge to touch myself by performing a self-exam or scheduling a screening with my doctor this month.” O aplicativo da campanha ainda disponibiliza uma série de postcards engraçadinhos para quem quiser dar um toque às amigas e ( por que não?) aos amigos. Confira alguns deles:


Read More
CATEGORIA (Ins)pirações, Especiais, Outubro Rosa, Saúde · TAGS Câncer, câncer de mama, detecção precoce, Facebook, Fuck Cancer, Humor, National Breast Cancer Awareness Month, Outubro Rosa, prevenção
Cinthia Pascuetoé moça do interior, jornalista em terras cariocas e cheia de sorrisos.


Outubro é o mês da conscientização sobre o câncer de mama. Enquanto a maioria das pessoas tem consciência da doença, muitos se esquecem de tomar as simples medidas para detectá-la em seu estágio inicial. Hoje muito se fala sobre o assunto na mídia – o que é, de fato, um grande progresso – mas, ainda é preciso fazer mais.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo
tipo mais frequente no mundo, sendo mais comum entre as mulheres e respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Em 2010 o número de mortes no Brasil causadas pela doença chegou 12.852, sendo 147 homens e 12.705 mulheres. Para 2012 a estimativa de novos casos é de 52.680!
Para lembrar a população que o câncer de mama é coisa séria e que tem muito mais chances de ser tratado e curado em seus estágios iniciais foi criado o National Breast Cancer Awareness Month (NBCAM) nos Estados Unidos. O NBCAM é uma campanha anual de saúde internacional que acontece todo mês de outubro com o intuito de aumentar a conscientização sobre a doença e levantar fundos para a investigação de sua causa, prevenção, diagnóstico, tratamento e cura.
Read More
Joana Gama Filhodança na ponta dos pés, não dorme antes de ler e não vive sem escrever.
Guest Post | Outubro Colorido
por Tata Giglio em quinta-feira, outubro 11, 2012 ·

É uma honra (e um orgulho) o Plush Blush abrir espaço para que Simone Mozzilli, nossa updater mais guerreira e bem humorada, conte sua história de vitória e superação. Obrigada pela generosidade em dividir com a gente essa experiência tão forte. Obrigada por nos emocionar e inspirar.

Outubro, também conhecido como Outubro Rosa, é o mês de conscientização e combate ao câncer de mama em todo o mundo. Outubro, também conhecido como outubro de 2011, foi o mês que mudou minha vida. Foi o mês que salvou minha vida.
- Simone, você nunca pode ter câncer, porque sua cabeça é muito feia pra ficar careca!
Com essas simpáticas palavras, Ana Luiza me recebia no hospital.
Nos conhecemos logo após sua saída da UTI. Era Carnaval. Estradas lotadas, bancos de sangue vazios. Fui tentar doar um pouquinho do meu sangue bom pra essa menininha amazonense que pedia doadores via Twitter. Fui recusada, lógico, magra demais e tinha esquecido minhas caneleiras em casa. Mas doei algumas risadas e logo ficamos amigas. Melhores amigas de 7 e 34 anos.
Ana Luiza tinha rabdomiossarcoma metastático e tinha acabado de fazer transplante autólogo de medula. Fizemos a campanha Força Leucócitos, aqui mesmo no UoD e nas redes sociais.
O sangue de Ana Luiza ficou bom, ficou ótimo e desde sua alta do Hospital A.C. Camargo, saíamos para comemorar: andar a cavalo, enrolar brigadeiros, torcer para o Corinthians no Pacaembu. Mas 2 meses após a alta veio a recidiva, a internação e o falecimento.

Carol, mãe da pequena, apesar de toda dor, se considerava uma pessoa de sorte, por ter conseguido trazer Ana Luiza para um dos melhores hospitais do país e ter tido todas as chances de tratamentos possíveis à sua disposição. Carol queria então estender tudo isso às crianças da Região Norte, e 3 meses depois estávamos em Manaus lançando o Instituto ALGUEM.
O Instituto ALGUEM – Ana Luiza e Giulia Unidas Em Missão, conta com Carol e Marcos, pais de Ana Luiza; Soraya e Paulo, pais de Giulia, outra menininha amazonense que faleceu de câncer em São Paulo e muitos colaboradores. Entre eles, eu.
E eu, indo e vindo sempre do hospital, porque fiz muitos amigos por lá, aproveitei a coragem que Ana Luiza me deu e uma semana depois do lançamento do Instituto resolvi tirar um cisto de ovário que me habitava há 2 anos. Probabilidade de câncer? 5%.
Fui para uma cirurgia de 40 minutos e retirada de um cisto. Voltei de uma cirurgia de 7 horas, retirada de órgãos e metástases. Para uma pessoa que nunca havia tomado ponto, remédio ou um porre, acordar na UTI costurada, sedada e chapada não foi a melhor sensação do mundo.
Depois vieram os meses de quimioterapia e toda vez em que eu entrava careca no hospital vinha alguém me cumprimentar por raspar a cabeça, que Ana Luiza deve ter visto lá de cima que era bonita, achando que eu estivesse homenageando as crianças. Explicava que agora quem estava em tratamento era eu e tinha que consolar a maioria das pessoas, principalmente médicos, que choravam em todas as minhas consultas.
Mas aos poucos fui entendendo que tudo que passei naquele hospital, acompanhando Ana Luiza nas internações, Fabi nas quimioterapias e muitos outros amigos, me serviu de preparação. Foram meses ajudando pessoas que partiram e deixaram suas forças comigo. Foram meses em que eu achei que estivesse ajudando mas na verdade estava sendo ajudada. Entrei no hospital para doar sangue para Ana Luiza e sai do hospital com Ana Luiza salvando minha vida.

O mês é de conscientização do câncer de mama, mas o câncer de ovário é um dos mais difíceis de ser diagnosticado e a maioria das mulheres chega para o tratamento como eu, em estágio avançado da doença. Por isso meninas, façam exames de rotina, consultem os ginecologistas e tenham uma vida saudável.
Outubro de 2012, também conhecido como mês de 1 ano de atividades do Instituto ALGUEM, que já ajudou financeira e emocionalmente 25 crianças e seus familiares.
E esse mês será um mês de homenagens. Todos nós conhecemos alguém que já tenha enfrentado o câncer. Avós, tios, pais, mães, irmãos, filhos, amigos. Todos nós conhecemos histórias de vitórias e lutas. São essas pessoas, verdadeiros guerreiros, que sempre nos motivarão a apoiar a causa e lutar pela cura.

Se você quiser homenagear alguém, participe: alguem.org/1ano.
#TenhoALGUEM
Obrigada a você que leu tudo isso.
Obrigada a Fabi e Tati do Plush Blush, pela oportunidade e carinho de sempre.
Obrigada ao Guga e WB, por estarem sempre ao meu lado.
Obrigada ao pessoal lá de cima que me deixou aqui embaixo.
Ah! E aos meus doutores
Tata GiglioCriadora do Plush Blush, taurina, bem (mal) humorada e amante de gatos.
Câncer de Mama não é só uma fitinha rosa
por Tata Giglio em quinta-feira, outubro 11, 2012 ·


Aproveitando o embalo do mês dedicado à prevenção do Câncer de Mama, o Plush Blush vai dedicar parte de seu conteúdo para mostrar e conscientizar que todas nós estamos vulneráveis. Sem exceção.
Vamos fazer posts que contam a história do movimento Outubro Rosa e temas relacionados, falar de campanhas e iniciativas marcantes sobre o tema e trazer depoimentos de pessoas que conhecemos que viveram o drama do câncer (seja ele de mama ou não) e sobreviveram, trazendo uma mensagem de esperança.
Afinal, Câncer de Mama não é só uma fitinha rosa. É uma doença devastadora que precisa ser combatida. Um mal oculto que pode estar dentro de mim, de você, de todos nós. Pensando nisso, fica a pergunta: o que realmente preocupa você quando o assunto é o seu corpo? Aquela espinha chata, o peito pequeno ou os quilinhos a mais?
Responda sinceramente para si mesma: vaidade ou saúde?
Pois saiba que a vaidade também pode salvar a sua vida. Para reforçar, conto aqui a história de luta, superação e força impressionantes de quem é uma verdadeira inspiração na minha vida:
Em meio ao seu ritual diário de beleza, Claudia passava seus creminhos quando descobriu um caroço (íngua) no pescoço. Descobriu outro na axila. E outro na virilha. Correu para fazer exames de rotina e entender o que poderia ser. Afinal, não sentia nada de errado. Nenhuma dor, nenhuma estranheza.
Poucos dias depois, Claudia foi internada e diagnosticada com um tipo raro de leucemia, mais frequente em crianças. Um susto, misturado com muito medo e preocupação. Mas leucemia tem cura e a esperança é a última que morre, então é preciso força para lutar contra isso.
Infelizmente precisamos levar uma porrada dessas para dar valor a tudo o que temos.
Ao que importa de verdade.
Entre idas e vindas do hospital, passou mais de 1 ano fazendo um tratamento difícil e doloroso.
Mas a doença foi tratada e combatida com muita esperança, garra e principalmente com uma confiança invejável.
Parentes e amigos apoiaram e fizeram uma verdadeira corrente (sanguínea) com doações e mais doações para suprir o sangue que ela precisava depois de todo o tratamento e das violentas sessões de quimioterapia.
Mas depois da cabeça raspada, da fraqueza e do corpo debilitado, existe o sopro de vida.
Para quem não sabe, a leucemia tem chance de cura quando há compatibilidade de transplante de medula óssea, que pode ser obtida pelo sangue de um doador ou do sangue de um cordão umbilical compatível. A maior probabilidade de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de apenas 25%. A probabilidade entre o paciente e o pai ou a mãe é inferior a míseros 5%.
Segundo o Abrale, devido a grande miscigenação de raça no Brasil, a probabilidade do encontro de um doador em bancos de medula estima-se que seja 1/300.000 em doadores brasileiros, e esse número é muito inferior nos bancos de medula óssea internacionais.
Clau tinha um irmão único. Clau tinha um irmão único e compatível.
O mais difícil e improvável dos obstáculos resultou num transplante de medula de sucesso.
Mas por motivos que a vida insiste em nunca nos explicar, na semana de alta médica, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e nos deixou. (…)
A Claudia era minha cunhada. Uma verdadeira irmã e uma das primeiras referências de mulher (depois da minha mãe e minhas primas) que tive na vida. Aos 12 anos, me espelhava até no seu modo de vestir. Hoje, continua sendo minha referência, mas de força e dignidade.
Histórias como esta nem sempre tem o melhor final possível. Mas impactam e mudam nossas vidas de uma forma tão única, que é impossível de se ignorar. Por isso, espero do fundo do coração que a lição de vida que ela me ensinou seja um alerta para você, que leu este post até aqui (parabéns e obrigada).
Essa não é uma história sobre câncer de mama, mas é uma forma de ajudar a conscientizar, esclarecer e, quem sabe, salvar vidas também. Já que o outubro é rosa, vamos parar para se cuidar mais e prestar mais atenção no nosso corpo?
Quanto mais cedo o câncer é detectado, maior é a chance de vencê-lo.
Por isso, não deixe de fazer o autoexame regularmente. Cuide-se e valorize a sua vida.
O Plush Blush apoia o Instituto ALGUEM e incentiva a doação de sangue e medula óssea.
Ajude. Você pode deixar a vida de alguém mais cor de rosa.
Tata GiglioCriadora do Plush Blush, taurina, bem (mal) humorada e amante de gatos.
Liam Neeson no The Ellen DeGeneres Show
por Paula Saldanha em quarta-feira, outubro 3, 2012 ·


O Outubro Rosa acabou de começar e já pipocam ações e eventos de conscientização e combate ao câncer de mama. Várias cidades brasileiras e estrangeiras têm seus monumentos e prédios públicos iluminados de rosa, a cor da campanha. A famosa fitinha cor-de-rosa se espalha pelas ruas, pela moda e até pelo Instagram.
Das iniciativas que vi até agora, uma me chamou tanto a atenção que tive que fazer um post a respeito. Primeiro, pelo bom-humor com que tocam no assunto. Segundo, porque eu sou fã incondicional da Ellen DeGeneres. Terceiro, pela reação incrivelmente humana e fofa da Laura, a sortuda escolhida para jogar um balde de água (!) na cabeça de um Liam Neeson vestindo (tá preparada?) apenas uma sunga PINK, claro.
Parece um motivo bobo para justificar a doação de 20 mil dólares para a associação Ellen For the Cure, mas o vídeo é um espetáculo de divertido. E a causa é super válida. Aliás, a própria Laura venceu o câncer de mama.
Claro que ainda devem aparecer muitas iniciativas lindas e super criativas (afinal, faz nem três dias que o mês começou, né?). A gente vai adorar colorir os dias de rosa com mais novidades.
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.
Save a life with your lips
por Fabiane Secches em segunda-feira, setembro 24, 2012 ·
Nesse vídeo da Revlon, em apenas 30 segundos, as lindas atrizes Emma Stone e Halle Berry falam da importância da conscientização sobre o câncer de mama e do diagnóstico precoce. Quanto antes o câncer é detectado, maior é a chance de vencê-lo. Por isso, é importante falar sobre o assunto e esclarecer os mitos por trás da doença.
A campanha diz “Save a life with your lips — talk about cancer today”. A hashtag é #PowerofLips.
Bela iniciativa da marca sobre o tema, que a essa altura do ano ganha ainda mais relevância, com a aproximação do mês de outubro e do movimento Outubro Rosa.
Conheça mais sobre a Revlon Cares.
E se ainda não viu, aproveite a deixa para ler o belo post sobre o The Scar Project, publicado aqui no Plush Blush pela Paula Saldanha. Vale a pena aproveitar o embalo e continuar essa reflexão tão importante para nós mulheres.

O câncer de mama está no alvo da moda, especialmente com a aproximação do mês de outubro, quando se celebra o Outubro Rosa.
Muito além de comprar itens com fitas cor-de-rosa, um alvo azul no peito ou de se tornar mestra na arte do autoexame, as campanhas podem ser super emocionantes e verdadeiras.
Quase todas as atuais falam sobre a importância de evitar a doença. Poucas conseguem realmente mostrar o que é passar por esse drama. Poucos falam sobre a verdadeira dor da mastectomia.
Uma tia minha, que ganhou essa luta, diz que se sentia menos feminina e que não era uma mulher de verdade, sensação que sabemos ser tão comum a maioria das mulheres na mesma situação. Mas uma outra tia, que também teve câncer de mama, disse que a verdadeira feminilidade não fica nos seios, fica na personalidade, e no coração. Talvez seja por isso que The Scar Project tenha me tocado tão profundamente.
O projeto começou por volta de 2010, depois que o fotógrafo de moda, David Jay, acompanhou o sofrimento de uma amiga.
São imagens lindas, fortes e dramáticas de mulheres que carregam as marcas dessa luta. Algumas riem, outras choram, mas todas se entregam ao novo corpo.

Tem muitas outras fotos aqui para nos fazer repensar sobre a feminilidade e a força dessas mulheres.
O projeto também se transformou em uma exibição especial que está viajando pelos Estados Unidos.
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.