SWU 2011 | Uma ode ao rock dos anos 90

A segunda edição do , de casa nova – na simpática cidade de – teve de tudo. O primeiro evento aconteceu em outubro do ano passado em Itu, como já contamos aqui. Os primeiros dias trouxeram uma grande miscelânia musical e teve até a abertura oficial do evento com a energia da banda CRUZ, que venceu o concurso de bandas do Update or Die! Assista aqui como o show foi especial.

O último dia de atração, dia 14/segunda-feira, foi o de concentração do rock alternativo e metal dos anos 90. Nos palcos principais tivemos Sonic Youth, Primus, 311, Down (do vocalista Phil Anselmo, ex-Pantera), e as bandas que eu mais queria assistir: , e .

Megadeth abriu o show com Trust e a surpreendente Wake up Dead, música que nunca pensei ouvir em um show. Logo em seguida, a banda destruiu com clássicos como Hangar 18, A Tout Le Monde, Sweating Bullets, Symphony of Destruction, Peace Sells e Holy Wars, num show curto, mas marcado pela excelência musical. A banda também tocou 3 hits do novo álbum. Apesar da já comum falta de carisma de Mustaine, seus riffs e grunhidos continuam me ganhando. :)

A seguir, o irreverente Scott Weiland assumiu o palco com o Stone Temple Pilots. Não sou uma grande fã, apesar de adorar as famosas Plush, Sex Type Thing e a romântica Interstate Love Song. A qualidade da banda impressionou bastante.

Depois foi a vez do líder Jerry Cantrell [um dos músicos mais talentosos do cenário atual, vale conferir seu trabalho solo] e o Alice in Chains nos presentearem com um pouco da vibe grunge dos anos 90 e um show matador [assista aqui].


William DuVall, o substituto do talentoso Layne Staley (que morreu de overdose em 2002), surpreendeu logo de cara, abrindo com os gritos rasgados de Them Bones. Check my brain, do último álbum lançado e eleita a música com o melhor riff da década [ouça aqui], foi uma das melhores da noite. O setlist trouxe ainda Down in a Hole, Angry Chair, Man in the Box e Nutshell, dedicada a Staley e Mike Starr, ex-integrantes da banda. O bis foi explosivo: Rooster, No Excuses e a minha favorita, Would?.

Finalmente, a última atração do SWU 2011 fez a alegria dos fãs e jus como ponto alto do festival.

Com um cenário branco e lotado de flores, o Faith No More fez inúmeras homenagens à cultura brasileira e levou os fãs ao delírio. Mike Patton, um dos melhores frontmen do mundo, foi imprevisível e performático como sempre: estava vestido de Pai de Santo, assim como todos os integrantes da banda. O Senhor das 1000 vozes manteve o controle absoluto da voz e não economizou em falsetes, guturais e até latidos no microfone.

Mostrando toda sua intensidade no palco, a banda abriu com Woodpecker from Mars, e disparou sucessos como From Out of Nowhere, Last Cup of Sorrow e Caffeine, que espantou a chuva insistente e nos fez esquecer da lama cobrindo os pés. Logo depois, Midlife Crisis, Cuckoo for Caca e Easy foram cantadas em coro pela multidão.

Patton caiu, se enfiou na plateia, gritou, brincou com a câmera do palco, conversou e cantou Evidence em português. Levantou o público, já cansado, com Surprise! You’re dead, Ashes to Ashes, The gentle art of making enemies, King for a Day e a inconfundível Epic. Outra surpresa foi a emocionante parceria com o Coral das meninas de Heliópolis em Just a Man.

O bis trouxe uma música desconhecida (será de um novo álbum?), Digging the Grave e o cover de Burt Bacharach, This Guy’s in Love with you. Com um show impecável, o Faith No More fechou o SWU 2011 deixando o público em êxtase e mostrando que os músicos quarentões ainda têm fôlego de sobra – e que vem mais coisa boa por aí. ;)

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SWU | O outro lado da sustentabilidade



Vamos falar de coisas boas?

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Rage Against SWU

A banda fechou com chave de ouro a primeira noite do .
Com o maior público esperado do dia, os fãs piraram com a vinda do grupo. E claro, a ansiedade era visível já na fila da entrada. A galera veio com uma fome voraz e anarquista.

Pista premium e comum lotadas. Fiz questão de ficar longe da muvuca, afinal, meus 1,63cm de altura de nada adiantam nesses casos. Resolvi assistir na rampa de acesso da pista vip.
A sirene toca e a irreconhecível estrela vermelha surge no palco. Vai começar.

Claro que no embalo da abertura, Testify,  não resisti e me pendurei na primeira grade que vi.

Imagina um público pulando alto. Então, agora imagine o dobro disso aí que você pensou – e olha que já fui em grandes shows de rock e nunca vi nada igual! “Devia estar gravando isso”, pensei.
Mas, o celular estava bem longe, tinha deixado no stand do Update or Die.

Ok, a galera pulava alto, eu estava ali pendurada e eis que uma rodinha de bate-cabeça furiosa se abre, como um buraco negro no centro da pista comum. O palco tremeu, estampando mais e mais sorrisos em Tom Morello, guitarrista e líder do Rage.

Nem as barreiras laterais de proteção aguentaram o tranco.
Quando vi, já tinha gente pulando para a pista de passagem dos seguranças e em milésimos de segundo, grades no chão. Relaxem, deu tempo de correr ;)

Um intervalo de alguns minutos para acalmar os fãs e o setlist com músicas e críticas políticas, além das homenagens ao MST voltaram, ao embalo de Bulls On Parade – que veio a calhar nesse exato post e simplesmente descreveu o show para mim.

O microfone de Zack de La Rocha explodiu, destruindo os moldes e mostrando que a fúria contra o sistema ainda está dentro de nós – principalmente depois do atraso da abertura dos portões e filas quilométricas.

Enfim, o showzaço foi fechado com as famosas FreedomKilling in the name of, hino da rebeldia.

Assista Bulls on Parade, quando o público estava recuperando o fôlego…

Imagem de Amostra do You Tube
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