Os pequenos prazeres
por Francine Guilen em segunda-feira, fevereiro 25, 2013 ·

Que seria da vida sem os pequenos prazeres? Os plásticos bolhas, barulhos de chuva, nuvens com formato, bolhas no chocolate quente, as colheres de brigadeiro dessa vida são o que fazem nossos dias valer a pena. Foi inspirada nisso que a designer Nancy Vu começou, em 2010, o projeto Just Little Things, que lista várias dessas pequenas felicidades do cotidiano.
Já são quase 1.000 coisinhas que dão aquele gostinho gostoso para cada dia e que você pode ver aqui. A novidade é que esse blog está virando um livro, que será lançado agora em maio. Agora é que a autora vai ter ainda mais razões pra ficar feliz.
Invejinha colorida.


Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Once Upon | Arqueologia Digital
por Francine Guilen em quarta-feira, fevereiro 13, 2013 ·

Finalmente chegou a hora: a internet já tem história, tem fases, tendências… e, se a gente viajar um pouco, percebe até os tipos de movimentos artísticos web desígnicos que nasceram e morreram da década de 90 até hoje. Lembra daqueles sites com midi tocando? E dos gifs animados de “Em Construção”? E quando a gente recebia quinhentos CDs de provedores de internet grátis?
Dois artistas da web resolveram relembrar a internet vintage em um projeto divertido. Feito por Olia Lialina e Dragan Espenschied, o Once Upon redesenhou famosos sites da internet dos dias de hoje como se eles tivessem sido feitos lá pra 1997. Tem o Facebook, o Google +, o Pinterest e o YouTube – não só desenhados, mas inteiramente programados para ser visualizados em Windows 95 e navegadores antigos (lembra do Netscape?).


Bom pra gente ver o quanto a internet caminhou. Pra relembrar dos tempos em que muitas das profissões que temos hoje nem sonhavam em existir. E pra ter saudades de um tempo em que, para o bem ou para o mal, a internet não era tratada como se fosse o centro de nossas vidas.
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Muito se vê por aí de movimentos para nos aceitarmos como somos e enxergar a beleza individual de cada um. Todos nós somos bonitos. Da magrinha que vive tentando criar músculos na academia a bailarina fora dos padrões que cismamos em acreditar.
Lembram que falamos aqui das intervenções urbanas You Are Beautiful? Agora a história está ainda mais completa.

Foi com esse pensamento que o designer Matthew Hoffman iniciou o projeto You Are Beautiful há dez anos, em Chicaco. O que começou com 100 adesivos distribuídos para amigos se tornou em mais de meio milhão deles espalhados pelo mundo, através do site You-Are-Beautiful.com.
De quebra, com as intervenções, algumas cidades e países também ficaram mais lindos.

(Alemanha)

(Irlanda)
Hoje ele tem um projeto no Kickstarter para transformar esse movimento de mais de 10 anos em um livro, além de uma exposição em Chicaco que começa esse mês.
E não esqueçam: we are beautiful.
Debbie Corranoé publicitária, e quer conhecer, ler, ser e viver um milhão de coisas ao mesmo tempo.
Checa o celular, joga aquela partidinha de Song Pop antes de dormir, manda um Whats App enquanto escova os dentes… será que estamos ficando doidos? E aquele ritualzinho gostoso antes de dormir? Aquele ritual de tomar um leitinho, escovar 100 vezes o cabelo, fazer uma prece, arrumar o cobertor?
Em 1947, a escritora Margaret Wise Brown, com ilustrações de Clement Hurd, escreveu um clássico de uma geração nos Estados Unidos: um livrinho chamado Good Night, Moon (“assista” ao livrinho aqui). É uma historinha curta, pra fazer as crianças dormirem. Nela, o narrador vai dando boa noite para todos os objetos presentes no cenário. Uma coisa fofa.
Foi baseado nesse livro que David Milgrim (no caso, com o pseudônimo Ann Droyd) fez uma espécie de manifesto sobre nossa dependência do mundo digital. E é quase uma cerimônia de desapego digital noturno para crianças (e, vamos confessar, pra gente mais grandinha como a gente).
O mais irônico é que esse post foi escrito antes de eu dormir. Boa noite, Plush Blush.
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
O que tem na sua geladeira?
por Paula Saldanha em quinta-feira, janeiro 24, 2013 ·

Eu sou dessas que abrem a geladeira “pra pensar”. Algumas vezes, é pra pegar água ou Coca Zero, mas, na gigantesca maioria das ocasiões, é só pra ficar apoiada na porta, admirando o conteúdo do meu refrigerador. Minha gata é a maior beneficiada, aliás, e aproveita pra se espremer entre as prateleiras de pão, uvas e pizza de ontem. Como não me faço de rogada, sempre que encontro uma geladeira nas minhas andanças, eu TENHO que abrir a dita-cuja e “pensar”. Vale refrigerador da mãe, da sogra, da amiga, do trabalho e, principalmente, aquelas supermáquinas em lojas de eletrodomésticos que custam mais do que um carro popular e só contêm mockups de frutas e latinhas vazias. E é muito interessante admirar conteúdos de geladeiras.
Antes que você queira me indicar um bom psiquiatra ou alguma nova droga experimental para distúrbios mentais ainda não catalogados, explico. A geladeira reúne as escolhas que as pessoas fazem para preencher aquele vazio meique existencial chamado estômago. Eu também gosto de observar essas escolhas no caixa do supermercado. Você sabe dizer se, naquela casa, mora mais de uma pessoa, sem tem crianças, se a pessoa cozinha bem, se sabe gastar bem seu dinheiro, se curte uma vida saudável ou se é um universitário querendo catalogar todos os sabores existentes de miojo.

Apoiada nessa mesma curiosidade, a fotógrafa francesa Stephanie de Rouge fotografou mais de 40 refrigeradores e seus donos durante suas viagens entre New York e Paris. Essas fotos viraram a série In Your Fridge e exibe desde os hábitos alimentares dos moradores daquela casa até objetos, no mínimo, inusitados, como brinquedos (?) e roupas (?!). No site de Stephanie tem mais donos e geladeiras.


E aí? O que tem na sua geladeira?
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.
As virgens juramentadas da Albânia
por Isabela Sanson em segunda-feira, janeiro 21, 2013 ·

sim, está é a foto de uma mulher.
Virgem juramentada é o termo usado pra descrever uma mulher que decidiu assumir a identidade social de um homem, fazendo voto de celibato, cortando os cabelos, vestindo roupas masculinas, mudando seu nome e se comportando como tal, até que os gestos masculinos tornem-se “naturais”. Mas elas não viram “eles” por pura opção, não. Essa era uma decisão tomada como alternativa para sobreviver às resrições impostas às mulheres nas comunidades das montanhas dos Balcãs, no sudeste da Europa.
Uma tradição quase extinta (o quase é o que mais preocupa) das normas do Kanum (um código de honra) limitava às mulheres os cuidados da casa e dos filhos, alegando que elas eram prioridade do marido e por isso não poderiam ter um trabalho, direito à herança ou até mesmo cantar. Pasmem. Mas o Kanum tinha uma “brecha”: o código permitia que a mulher se proclamasse homem para obter todos os direitos masculinos. Assim elas poderiam trabalhar, estudar e cantar.
Algumas o faziam pelo simples fato de fugir de um casamento arranjado, outras para ter autonomia. Mas existe uma parcela que era obrigada a fazer o juramento público de virgindade e celibato. Como muitos homens da região foram dizimados pelos crimes de vendeta – outra tradição do país, na ausência de um herdeiro homem, o Kanum obrigava a mulher mais velha da família a proclamar-se virgem juramentada, para garantir o sustendo e a honra dos familiares.
A fotógrafa Jill Peters fez fotos (que vocês podem conferir aqui) das últimas virgens juramentadas vivas, e comenta que hoje elas são muito respeitadas em suas comunidades e se orgulham de terem honrado suas famílias.
Essas mulheres sacrificaram a própria identidade para evitar que isso fosse feito pelas normas da sociedade em que viviam. E o mais curioso é que elas demonstram pouquíssimo arrependimento diante de tudo que sacrificaram. Quantas mulheres ainda tomam atitudes semelhantes ainda hoje?
TV | A 2ª temporada de Girls
por Joana Gama Filho em sexta-feira, janeiro 18, 2013 ·
Em abril do ano passado a updater Fabiane Secches fez um post aqui no PB comentando sobre a série Girls da HBO. Naquela época a primeira temporada nem tinha ido ao ar e a espera pela premiere era grande. Hoje, quase um ano depois é difícil encontrar uma menina que tenha assistido e não se apaixonado pela história de Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna. E agora, às vésperas da estreia da 2ª temporada no Brasil, fico pensando no por que dessa série ter se tornado um sucesso tão estrondoso de crítica e público.

(clique na imagem para ampliá-la e ver o que espera as personagens na 2ª temporada)
O motivo é Lena Dunham, criadora e roteirista da série que no programa interpreta Hannah. Seu mérito é ser capaz de retratar com verdade – às vezes cruel – a vida de quatro mulheres de 20-e-poucos-anos que tentam sobreviver entre amores, desamores e empregos em uma das cidades mais caóticas do mundo, Nova Iorque. Teria tudo para ser um segundo Sex and the City com glamour e desencontros amorosos em lugares chiquérrimos de Manhattan. Mas não. Aqui nada de it-points, estilistas famosos, carreiras de sucesso, dinheiro e sapatos, muitos sapatos.No lugar, um drama que gira em torno de quatro jovens que tentam, geralmente sem sucesso, serem mulheres bem sucedidas. A maior diferença entre Girls e Sex and The City é que na verdade Hannah e suas companheiras não sabem muito bem como serem adultas. Além de que, moram no Brooklyn e nem de perto tem a grana necessária para os caros coquetéis e Manolo Blahnik.

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Joana Gama Filhodança na ponta dos pés, não dorme antes de ler e não vive sem escrever.
Corrente do Sorriso
por Isabela Sanson em quarta-feira, janeiro 16, 2013 ·
“Sabe quando você boceja e outra pessoa boceja também? Então, com o sorriso é a mesma coisa.”
Lembram do filme A Corrente do Bem? Essa é mais uma dessas ideias geniais, só que em uma versão bem mais simples de ser praticada.
Chaplin já tinha nos avisado que “Um dia sem sorrir é um dia perdido.” E eu concordo com o Ivo Mozart, garoto que produziu esse vídeo, quando ele diz que sorrisos são contagiantes. Pra confirmar, fiz um teste. Tem uma cafeteria que adoro, mas que os atendentes não são os mais simpáticos do mundo. Ou melhor: não eram. Entrei lá sorrindo e o resultado foi muito legal. Fui atendida com um sorriso no rosto, e é claro que isso deixou meu dia melhor.
Conferi a hastag #CorrenteDoSorriso e vi que tem bastante gente participando e upando sua foto, mas a experiência de sorrir pra um estranho na rua e receber um sorriso de volta é ainda mais gostosa que o vídeo. Qualé, duvido que você tenha assistido ao vídeo inteiro sem dar um sorrisinho!
Então sorria, meu bem. Sorria!
What is a Hipster?
por Tata Giglio em terça-feira, janeiro 15, 2013 ·
Quando Julie Percha se mudou da França para NYC, teve um único problema no inglês: ela não entendia muito bem o significado da palavra “hipster”. É uma tribo urbana? Uma gíria, um rótulo, um fenômeno sociológico, uma praga?
Esse vídeo conta de um jeito engraçadinho a busca dela pelo real significado da palavra.
No nosso dicionário: um hipster é aquela pessoa que trabalha duro para ser legal e se tornar visível, e, portanto, de forma inútil. Chamando alguém de hipster você diz que eles estão tentando parecer alguém legal, sem sucesso. Resumindo, sabe aquele amigo seu que adora inventar moda, mas fica horrorizado quando outras pessoas começam a vestir algo parecido? Então, ele é hipster.
Tata GiglioCriadora do Plush Blush, taurina, bem (mal) humorada e amante de gatos.
“Casar até os 30, ter dois filhos até os 40, fazer carreira, viajar o mundo, caber numa calça 38, ter uma pele saudável e jovem, ser independente, ser rainha do sexo, manter uma boa reputação e, o principal, não perder tempo. Quantas vezes você se sentiu obrigada a seguir esses padrões? Essa busca por se tornar um clichê ambulante consome cada segundo da sua existência. Se você não aguenta mais, liberte uma verdade e junte-se a nós.”
Estamos no comecinho de 2013 e já deixamos em 2012 tudo que não queremos: lembranças ruins, más influências, velhos hábitos. A fanpage “Não Aguento Quando”, que reúne a indignação da mulherada com o machismo e imposições sociais, tem tudo a ver com esse momento de largar o que incomoda no passado.

A página é cheia de pôsteres divertidos, recheados com situações as quais já passamos ou conhecemos alguém que já passou um dia – como aquela calça 40 que mais parece 36, aquele amigo machista que diz que é feio mulher beber e falar palavrão ou quando dizem que cólica é frescura. Até a mão boba na balada ou no metrô também virou tema de pôster – só não esqueçam que assédio é crime e não tem nada de engraçado nisso. A página também aceita sugestões das seguidoras, que contribuem contando o que elas também não aguentam mais, além de publicar informações estatísticas sobre a situação feminina na sociedade.


Perguntei para as meninas do Plush Blush o que elas também não aguentam mais e querem que fique perdido em 2012! Dá uma olhada nas respostas: Read More
Cinthia Pascuetoé moça do interior, jornalista em terras cariocas e cheia de sorrisos.