Pelo jeito, esse ano as atrizes-mirins que apareceram lá no clube do Mickey resolveram crescer e acabar de uma vez por todas com o estereótipo Sandy de ser. Em duas produções cinematográficas politicamente incorretas (e que já estão com uma repercussão e tanto), as meninas boazinhas falam [...]
Que os anos 90 estão com tudo você já sabe. Amarração de casaco ou camisa na cintura, cabelo com franjão de lado, moletons com prints fortes… quem nunca? O jeitão desleixado está em alta nas passarelas da vida real. Olha só as tendências que voltaram pra alegrar (ou não) nossos [...]
Como era de se esperar, a volta de David Bowie ao mundo da música seria mesmo uma reviravolta. Além de toda empolgação e expectativa com o álbum inédito, o clipe da música “The Next Day”, que foi lançado anteontem e dá nome ao novo álbum, foi censurado, tirado do ar e colocado novamente em [...]
Marcas são um mundo muito específico, um terreno meio pantanoso. Brilhante, glamouroso, mas pantanoso. Ao menos pra mim, o limite entre o nome e o valor, o preço e o custo real, a relação entre a história da marca e o que ela oferece hoje, são assuntos que dão bastante pano pra manga (e pra saias maravilhosas, e vestidos incríveis). Mas se tem uma marca que valorizo, ao menos pela qualidade de suas peças, é a Dior. É aquela coisa: nunca tive uma peça sequer da dita-cuja, porque, né, mas conheço (e amo) a maquiagem, e de resto, todo aquele corte, aquela elegância, aquele Paris gritando por trás de cada modelo me deixa quase falando francês junto.
Vai ver foi isso que atraiu minha atenção ao que rolou na Harrod’s, em Londres, nessas últimas semanas. Para comemorar 60 anos de relacionamento entre a marca e a famosa loja inglesa, aconteceu uma série de eventos bem bacana, chamado Dior at Harrods. Encerrando neste final de semana, foi quase 1 mês de fineza franco-inglesa, que contou com vitrines Dior homenageando ícones da Grã Bretanha, uma exposição com miniaturas de peças famosas e até um menu, no café da magazine, homenageando o glamouroso apetite de Monsieur Dior. Sanduíche de lagosta e cupcakes da Dior, alguém?
Mas o que mais me chamou a atenção foi a ideia de convidar a Sophie Harris-Greenslade, do The Illustrated Nail, para criar modelos de manicure que fizessem par com a coleção de primavera-verão Dior, feita por Raf Simons. Olha o luxo. As chiquetosas podiam ir à loja, comprar seu Dior, e sair com a unha combinandinho.
Daí que pensei que qualquer loja bacaninha daqui podia ter uma ideia dessas, né? Combinar manicure, fazer menu especial, é só ter uma cabeça legal. Um pouquinho de dinheiro, claro, mas uma cabeça criativa. E, ora, tirando toda essa lagosta, o mundo das marcas na moda é como o mundo da arte: é lindo de olhar, não necessariamente de ter. Muitas vezes, mais que possuir a peça, dá pra ficar muito contente possuindo a inspiração que ela traz. Claro que ninguém vai dispensar um Dior no guarda-roupa. Mas, se é o Dior que dispensa você, aí o que fica com a gente é essa parte de maior valor: a inspiração. Agora dá licença que estou ligando pra minha manicure e pra minha costureira .
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Hoje é domingo e domingo é sempre bem-vindo. Acho que faz sol agora, mas ainda não vi. É que hoje é domingo e me dá muita preguiça de sair daqui. Dizem que há vida lá fora, mas pra que levantar? Prefiro ficar na cama olhando você dormir e o tempo passar. Pensando na vida, na chegada, na partida. Pensando que você é o meu caminho de ida. Então fico sonhando acordada com você do meu lado. Sorrio sozinha só de te ver dormir. Sinto inveja do ar, que entra pelo seu nariz, te enche os pulmões de vida e te deixa o corpo saindo por essa boca linda depois. Eu quero te acordar, eu quero te ver espreguiçar. Eu te cubro de beijo, te faço um cafuné e me enrosco no seu pé. Vem, se encaixa no meu cangote e anote: esse é o seu lugar.
Eu não sou uma pessoa que anda por aí procurando o porquê das coisas. Tento não ser. Mas algumas coisas vem de uma forma tão avassaladora que precisam ter uma razão de ser. Assim é você e esse seu jeito tão gostoso de me olhar e de existir. Você sorri enquanto dorme e faz o meu rosto sorrir também. Você deve ter defeitos, eu acredito. Mas fico aqui te olhando e te acho tão bonito. Então promete que vai existir sempre pra mim? E que a gente vai ser sempre assim? Que não vai ter jogo, você vai estar sempre ao meu alcance pra gente viver esse nosso romance?
Acorda, vem falar de amor e de outras coisas bonitas. E coloca o teu coração na palma da minha mão. Eu penso em nós dois em dias de sol, em filmes coloridos, em tardes de chuva, em paisagens floridas, em noites estreladas, eu faço mil planos e não vai ter engano: daqui por diante, é você comigo, meu amigo. Tive uma semana tão ruim, tem tanta coisa que não presta. Então apenas abra os olhos e faz em mim uma festa. Acorda, a cama tá boa pra gente ficar à toa. Vem fazer um dia lindo, te recebo sorrindo. Hoje é domingo.
Veronica Fantonié carioca e escritora, louca por música, vestidos e dias de sol.
Você já deve ter ouvido falar sobre a nova rede social lançada pelo Twitter, o Vine – apelidado como o Instagram de vídeos.
O Vine, segundo descrição própria, é uma nova plataforma mobile que permite criar e compartilhar vídeos de 6 segundos. Abaixo, parte do texto publicado no blog do aplicativo, no dia do seu lançamento:
“With Vine, capturing life in motion is fun and easy.
Posts on Vine are about abbreviation — the shortened form of something larger. They’re little windows into the people, settings, ideas and objects that make up your life. They’re quirky, and we think that’s part of what makes them so special.
We’re also happy to share the news that Vine has been acquired by Twitter. Our companies share similar values and goals; like Twitter, we want to make it easier for people to come together to share and discover what’s happening in the world. We also believe constraint inspires creativity, whether it’s through a 140-character Tweet or a six-second video.
Although we’ve joined Twitter, you don’t need a Twitter account to use Vine (but signing up is a little quicker if you do!). We are thrilled to be part of Twitter, and look forward to the opportunities we can pursue together in the future.”
Estive com o maestro Alexey Kurkdjian, conversando sobre sua colaboração em Oz, Mágico e Poderoso. Como diretor musical da versão brasileira do filme, Alexey foi responsável por duas etapas: revisão e adaptação da partitura e letra da canção que ganhou uma versão em português.
O processo foi assim: “a Disney norte americana nos enviou o material original para a preparação e adaptação. Uma vez com esse material pronto, selecionamos alguns cantores que possuem características de voz que condizem com os personagens.” A canção é a dos Munchkins, seres da terra de Oz que trabalham para a Glinda, a bruxa do bem. Como são bem caricatos, suas vozes exigiram técnicas específicas, “entre as quais cantar anasalado e com voz brincalhona, expressando uma caricatura a qual eu diria até mesmo “atrapalhado”, vindo dos personagens”.
Ao todo foram seis cantores profissionais da área de musicais e do canto coral. Eles fizeram dobras, e a cada vez que cantaram, puderam enriquecer a textura
fazendo vozes com características diferentes.
“Na gravação, o meu papel foi de regê-los, embora não da forma convencional, pois em estudio de dublagem a técnica é diferente de uma gravação somente musical e principalmente da performance ao vivo. Além de mantê-los em sincronia com a imagem, procurei inspirá-los para que entendessem e absorvessem a identidade dos personagens”.
“Como um grande fã da música de cinema, para mim foi uma grande honra poder fazer parte deste projeto a convite da Disney Company Brazil, com a qual já havia colaborado anteriormente em uma apresentação do filme “Valente”, regendo um arranjo que fiz para a música “Valtio”, de Andreas Kisser, em ocasião interpretada juntamente com minha orquestra, a Sphaera Rock Orchestra, com o próprio Andreas como solista e tendo a projeção simultânea do trailer do filme”.
A letra ficou assim:
“Dizia profecia
Que o vento o traria
E veio a nós
O grande Oz
Esse é um grande dia
Iremos derrotar
Aquela Bruxa Má
O poderoso Mágico chegou pra nos
Salvar
Iú-Hú!”
Gustavo Giglioé Updater / é de marketing / é da música / é da Guinness
Cada dia que passa o trânsito parece aumentar e com isso o tempo que perdemos para nos deslocarmos de um ponto ao outro aumenta. Falo por experiência própria, são raros os dias em levo menos de duas horas para chegar ao trabalho/ casa. Claro, não sou a única e tenho consciência de que há pessoas que levam muito mais tempo do que eu. Talvez por isso tenho observado um crescente número de pessoas- em sua maioria mulheres- que aproveitam esse tempo obrigatório e perdido no transporte público ou em seus carros para se maquiar e terminar de se arrumar para seus compromissos diários.
Quem já aproveitou o tempo no trânsito assim?
Leticceé ilustradora, tímida, ganha a vida como diretora de arte e é especialista em criar assunto sobre o nada.
Ouchies é uma marca de curativos cheia de firulas, do jeito que se tem que amar. Ela é perfeita pra sua sobrinha pré-adolescente, para as crianças da sua família ou… o que é que estou falando? Eu mesma adoro usar estampas divertidas coladas no corpo e ando me segurando pra não fazer uma assinatura de tatuagens não definitivas da Tattly. Filosofações à parte, essa empresa, dona do manifesto “People Against Boring Bandages”, tem um projeto muito bacana: todo o lucro dos curativos da linha Ouchies for Others é revertido para alguma organização. A última linha foi desenhada especialmente para combater o bullying, com palavras de ordem e mensagens positivas.
A mais recente será lançada em breve, e beneficiará três instituições que combatem o câncer e a leucemia nos Estados Unidos. O design dos curativos foi escolhido em uma votação no Facebook da marca. A parte bonita é que uma das vencedoras, Amber Moosvi, de 17 anos, luta contra um câncer cerebral ela mesma. E de repente um ralado no joelho não parece o fim do mundo, não?
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Eu não sei nada sobre você. Eu não sei se chove lá fora ou se faz sol na sua janela. Eu não sei se você ainda sonha com ela. Eu não sei onde você foi, onde você vai ou onde você irá. Eu não sei se você vai viajar ou se sabe dançar. Eu não sei quantos quartos tem a sua casa, se você prefere verde ou azul, se tem carro na sua garagem ou se você só anda de bicicleta. Eu não sei se você tem cachorro, gato ou outro bichinho e, se tiver, eu não sei o nome que você deu a eles. Eu não conheço a sua família, a sua rotina, a sua mobília. Eu não sei se tem feira na sua rua ou alguma outra garota na sua. Eu não sei se tem mangueira, rede e sombra no seu quintal. Eu não sei nem se você tem quintal, que tal?
Eu não sei o que você coleciona, se tem moedas, gibis, selos antigos, tampinhas de garrafa ou vinis na sua estante. Ou se você coleciona apenas uma menina a cada esquina. Eu não sei o que tem na sua prateleira, no fundo do seu armário ou esquecido na geladeira. Eu não sei se tem tapete no chão, quadros na parede ou, quem sabe, uma enorme televisão. Eu não sei se você prefere acordar cedo ou tarde, se dorme com um copo d’água ao seu lado, se usa pijama ou se dorme sempre pelado – confesso, prefiro a última opção. Eu não sei se você acorda com canto de passarinho, com despertador ou se desperta mesmo sozinho. Eu não sei o que você gosta de comer, de beber, não sei se você sabe cozinhar e se poderia me preparar um jantar. Eu não sei se você rói as unhas, se tem alguma mania, se sabe nadar ou tem medo de mar e de água fria.
Eu não sei nada sobre você, só sei que gosto de você mesmo assim, sem saber. Mas um dia você pode aparecer e me contar. Pode abrir as portas do seu mundo e me convidar pra entrar. Pra gente sentar na varanda e tomar um ar. Pra gente ver o dia adormecer ou clarear. Pra gente beber uma cerveja ou uma xícara de chá. É só você me deixar chegar, é só você me mostrar.
Eu não sei nada sobre você, mas… por que não tentar?
Veronica Fantonié carioca e escritora, louca por música, vestidos e dias de sol.
Não é novidade para ninguém que, na década de 40, a Disney produziu vídeos instrucionais para ajudar os Estados Unidos no furor da guerra. Caso ainda não tenha visto, sugiro que você clique aqui e assista ao famoso vídeo anti-nazismo do estúdio. O que? Quer o Pato Donald brigando com alemães completamente abobalhados? Tem também. Ou que tal o patinho mais famoso do mundo pedindo para você pagar seus impostos de guerra em dia? Ó pra você. Pois é. Naquele período não tinha como torcer o nariz para o que aparecesse, e seu Walt Disney, que não era bobo nem nada, conseguiu manter seu estúdio vivo durante a Guerra com essas produções.
Mas não era só no front da guerra que a Disney tinha palavra de ordem. Entre 1945 e 1951, foram produzidos vídeos educativos de toda ordem para ser exibidos nas escolas. De “como não pegar resfriado” até “como dar banho num bebê”, a empresa do ratinho dava lições de dia a dia para uma população que começava a viver o fofo american dream. Bancado pela Kotex, a empresa que “inventou” o absorvente descartável, este vídeo de quase 10 minutos conta tudo o que mocinhas da década de 40 não sabiam sobre a menstruação. Na melhor linguagem disneyana daquela época, são abordados assuntos como o processo hormonal da coisa toda e questões pertinentes como “devo tomar banho enquanto estou menstruada?”. E tem também a descrição da TPM, que é coisa lindinha. Junto com o filme, que foi todo embasado por ginecologistas reconhecidos da época, vinha uma cartilha, chamada Very Personally Yours.
Te falar, esse vídeo é mais moderno e direto ao assunto que muitos comerciais de absorvente que vemos por aí. É engraçado como entra guerra e sai guerra, passa mini saia, passa calça jeans e passa o tempo, mas esse é um assunto que não muda de geração pra geração, né? Por mais que pareça banal, a cada ano nascem novas mocinhas preocupadas sobre o que anda acontecendo com elas. Esses dias me assustei ao ver uma menina de 11 anos que não sabia o que significava menstruação. Dá pra acreditar? Eu não acreditei. E cheguei à conclusão de que ainda temos um longo caminho pela frente para tratar nossas mocinhas como gente grande. E não apenas como mocinhas sexualizadas.
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
O designer australiano Simon Bent criou uma série de ilustrações muito legal e inspiradora em homenagem a grandes nomes da ciência e das artes, como Freud, Darwin, Newton e Descartes.
O resultado é lindo e divertido. Dá vontade de pendurar na parede.
Apesar de ser quase 100% tomado por fotos de comida, o Instagram da norueguesa Ida Skivenes é (desculpe o trocadilho, mas não aguentei) uma delícia de se ver.
Ela cria verdadeiras obras de arte com cenouras, rabanetes, morangos, laranjas, além de pinceladas de maionese, cream cheese e o que mais estiver fresquinho no supermercado. O resultado são pratos lindos.
Essas fotos que você vê aqui são parte de duas séries diferentes. Uma é a Week in Breakfast, em que ela apresenta o seu café da manhã de 2a a 6a feira. Cá pra nós, eu nem tomo café da manhã só porque prefiro dormir meia horinha mais (tá, tá, refeição mais importante do dia, blá, blá, shame on me), e menos ainda consigo conceber uma pessoa que ainda decora o prato com tanta fofura. Ganhou um milhão de pontos no meu coração. Será que ela topa vir fazer o café aqui em casa?
A segunda série é a mais atual e igualmente incrível: The Art Toast Project, que traz interpretações de quadros famosos em torradas. Sério. E eu aqui feliz com um pouco de requeijão.
Segundo a descrição do perfil, toda food-art é criada e comida por ela. Mas é tudo devidamente registrado para a posteridade. E você pode comprar as suas favoritas pelo Instacanvas da artista.
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.
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