Pelo jeito, esse ano as atrizes-mirins que apareceram lá no clube do Mickey resolveram crescer e acabar de uma vez por todas com o estereótipo Sandy de ser. Em duas produções cinematográficas politicamente incorretas (e que já estão com uma repercussão e tanto), as meninas boazinhas falam [...]
Que os anos 90 estão com tudo você já sabe. Amarração de casaco ou camisa na cintura, cabelo com franjão de lado, moletons com prints fortes… quem nunca? O jeitão desleixado está em alta nas passarelas da vida real. Olha só as tendências que voltaram pra alegrar (ou não) nossos [...]
Como era de se esperar, a volta de David Bowie ao mundo da música seria mesmo uma reviravolta. Além de toda empolgação e expectativa com o álbum inédito, o clipe da música “The Next Day”, que foi lançado anteontem e dá nome ao novo álbum, foi censurado, tirado do ar e colocado novamente em [...]
“Foi uma noite muito agradável. Dancei com uma garota muito legal. Espero encontrá-la novamente”. Foi essa a frase que o inglês Jack Potter, hoje com 91 anos, escreveu em seu diário quando conheceu sua atual esposa. Isso faz mais de 70 anos. Sua esposa se chama Phyllis, garota muito legal que hoje tem demência e não mora mais com seu esposo, porque está internada em uma casa de repouso em Rochester. A parte linda da história é que Jack vai visitá-la todos os dias e lê os diários dela para que a velhinha não esqueça da história que tiveram juntos. Quase aquele filme com o gato do Ryan Gosling e a maravilhosa da Rachel McAdams, não? Pois é, a vida pode ser mais bonita que um filme.
Lendo o diário para a esposa.
O amor desse casal virou matéria no Daily Mail e me lembrou outras histórias de velhinhos que a internet já trouxe pra gente.
Me lembrou o projeto Love Ever After, da Lauren Fleishman, que saiu entrevistando casais casados há mais de 50 anos e está desenvolvendo um fotolivro que promete ser maravilhoso.
Casal Futterman, clicado no projeto de Lauren Fleishman.
Me lembrou esse casal que namorou na adolescência e se reencontrou num aeroporto depois de muitos anos. Me lembrou uma dessas imagens cafoninhas que circulam pelo Facebook, falando “estamos juntos há tanto tempo porque somos do tempo em que quando alguma coisa quebrava, a gente consertava”. Me lembrou que queria contar essas histórias de amor eterno aqui para dar uma animada nos corações por aí. Tenham um ótimo dia e quem sabe maravilhosos 70 anos com alguém.
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Uma das coisas mais bonitas de Oz é a abertura do filme (isso em um filme em que tudo é muito bonito). A abertura apresenta pontos centrais do filme, como um diorama. Em pouco tempo fica claro que a ótima inspiração veio do clássico “Viagem à Lua” (de Georges Mélies, 1902). Ontem, reassistindo “A Invenção de Hugo Cabret”, lembrei na hora e quis procurar novamente (para assistir quantas vezes quisesse). O estilão, os objetos pendurados por fios e o preto e branco tão característico e marcante no começo do filme te mergulham de um jeito especial na trama. O estúdio responsável pela abertura é o yU+co, responsável por outras excelentes aberturas: “Life of Pi” e “Watchmen”.
Gustavo Giglioé Updater / é de marketing / é da música / é da Guinness
A história original se passa no apartamento em Nova York do fotógrafo L.B.Jeffries, (interpretado por um charmoso James Stewart), que é obrigado a repousar por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Sem muito o que fazer, ele passa os dias observando a vida de seus vizinhos com uma lente teleobjetiva – até que algo fora do comportamento cotidiano de um casal o leva a suspeitar que o homem matou sua esposa e escondeu seu corpo.
O editorial aproveita o clima do filme (no site da revista foram publicadas cenas que inspiraram a produção das fotos) para trazer o estilo glamouroso dos anos cinquenta, tendência bastante presente nas últimas temporadas. Achei Carolyn Murphy linda e super parecida com a personagem Lisa Carol Fremont, namorada do protagonista, interpretada no original pela eterna princesa Grace Kelly! (mais…)
Cinthia Pascuetoé moça do interior, jornalista em terras cariocas e cheia de sorrisos.
Vou embora, não importa pra onde, eu não posso ficar. Vou pra outro lugar, tudo por aqui anda diferente e parece que a gente já deu o que tinha que dar. Vou viver um novo lance, encontrar outro romance, outro porto pra atracar. Haverá quem se espante com essa decisão, mas tenho certeza que você não. Corre tudo dentro do esperado: a gente sai dessa um pouco machucado, mas não há joelho ralado que não possa sarar. Nessa dor no peito, tenho certeza que o tempo dá jeito. E os olhos mareados, uma hora secam e o sorriso volta a raiar. Corre tudo dentro do previsto: eu desisto.
Vou embora, não importa a hora, eu não quero falar. Quando você chegar terei levado todas as minhas coisas, minhas roupas, minha voz rouca e essa minha fama de louca. Levo meus vestidos do seu armário e tiro os sapatos debaixo da sua cama. Sem drama, logo essa nossa ferida desinflama. Você não vai mais reclamar do meu barulho e do meu choro fora de hora, eu juro, isso não vai mais te incomodar. E você não vai mais se ocupar das minhas dores, levo comigo meus amores, minhas cores e meus amplificadores. Só não levo agora o piano porque não posso carregar. Mas depois que estiver tudo certo e meu coração estiver liberto, mando alguém buscar.
Vou embora, não importa o porquê, eu não quero explicar. Vou embora e deixo você, sentado na sua poltrona antiga na frente da tevê. Deixo pro passado as longas noites de você tomando o seu whisky, e eu, o meu sake. Deixo pra trás qualquer lembrança, da minha panela de brigadeiro ao seu canto desafinado no chuveiro. Esqueço também aquela ideia maluca de visitar Tokyo, Bali, Flórida, que nada. Saio e deixo essa janela fechada. Vê se não esquece de tomar seu remédio, bato a porta e deixo as chaves na portaria do prédio. Por enquanto, não posso ser sua amiga, por favor me diga que você vai entender. Levo o meu jeito mandona antes que tanta mágoa venha à tona e inunde esse seu apê. Levo também toda essa minha mania de você.
Vou embora e dessa vez eu não volto mais. Tomo o meu caminho e te deixo sozinho, sem pensar na dor que isso tudo me traz. Olho pra frente, vou encontrar um lugar mais quente na vida de outro rapaz. Não é tão simples assim, mas seja um cara legal e torça por mim. Você também vai encontrar uma moça, talvez ela esteja pronta e não fique tonta diante de toda a sua confusão. Por ora, arrasto a minha mala pelo chão da sala e levo embora toda a nossa história. Parto como quem se cala e apenas te guardo na memória. Sobre a mesa de cabeceira, deixo uma lembrança e uma dedicatória: “Em nome do que foi, é e será, digo sim ao fim. Estou de partida. Toma esse livro como uma despedida. Sua, M.”
Veronica Fantonié carioca e escritora, louca por música, vestidos e dias de sol.
Eu comecei a frequentar o SPFW a trabalho em 2008, por causa de um dos meus primeiros empregos.
Na época, tudo era maravilhoso, os lounges eram incríveis, as modelos magérrimas passeando para lá e para cá com touquinhas no cabelo…tudo era mágico. Eu usava um crachá com o nome de outra pessoa para ter acesso aos lounges, passei a tarde procurando referências e direcionando o fotógrafo para tirar fotos de looks legais e aquilo era o meu sonho. Eu queria viver naquele mundo.
Depois desse dia, frequentei praticamente todos os SPFW e alguns Fashion Rio, para diferentes tipos de trabalho. O universo acabou conspirando para que eu trabalhasse indiretamente com moda e beleza e lá estava eu, no meio da redação criando conteúdo sobre todo aquele mundo que não me surpreendia mais. Até me entediava um pouco.
Todo aquele pseudo glamour acabou virando tão óbvio, tão batido, que não tinha mais graça olhar todas aquelas pessoas com roupas absolutamente fantásticas e que sairiam dali e iriam para casa, trocar tudo para poder voltar ao mundo real e sair para jantar, para a balada ou pegar um cinema. Ali não tinha realidade, só pose. E mais pose. E gente querendo ter pose. Te olhando dos pés a cabeça como se você fosse inferior porque não estava de salto 15.
Eu ainda acho o universo da moda fantástico, adoro estudar tendências, ver looks de desfiles, folhear revistas e mais revistas, fuçar em blogs e vivo arranjando trabalhos para continuar apaixonada por essa área. O que só acrescenta, ainda mais, a minha visão crítica sobre isso.
Ontem vi esse documentário que fala um pouco sobre esse universo da pose, e que muitas de vocês já devem ter vivido quando vão a um Fashion Week. São pessoas que se vestem para a ocasião com um único grande intuito: ter seu look fotografado. Seja pela Vogue, pelo Stockholm StreetStyle, pelo Sartorialist ou por aquela blogueira novinha que abriu o blog há uma semana. A foto é o que importa.
Acho uma forma de autopromoção válida, principalmente se você quer aparecer com seu nome e ser alguém nesse meio. Está quase se tornando um pré requisito. É uma escalada longa, que você precisa fazer de salto alto enquanto sorri para a foto. Só não sei o quanto ela vale.
Debbie Corranoé publicitária, e quer conhecer, ler, ser e viver um milhão de coisas ao mesmo tempo.
Esses dias comecei a reparar como não existe gente chata se você souber enxergar bem cada uma das gentes (às vezes temos que fazer um belo de um esforço pra enxergar, é verdade, mas esse não é o ponto agora). Acho mesmo que o ponto legal que toda gente tem é sua paixão por alguma coisa. Seja uma obsessão por esmaltes, ou dom para fazer cupcakes, ou paixão por filmes musicais dos anos 40… todo mundo tem a sua esquisitice bonita. E é isso que deixa cada um assim, como é: tão normal e tão inusitado.
Foi por isso que gostei quando vi o tema desse projeto do fotógrafo britânico Jack Daly. Ele fotografa pessoas ao lado de suas paixões (vale profissão, hobby, coleção…) e escreve um pouquinho sobre cada uma. O projeto, segundo Jack, é uma celebração à diversidade e à paixão, lembrando como – e porque – cada pessoa é única simplesmente pelo que é. (mais…)
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.
Assim como a gente aqui no Plush Blush, o cineasta Bas e a fotógrafa Marije adoram as inúmeras possibilidades que a internet, em especial as redes sociais, oferecem para que a gente possa conhecer melhor e mais de perto trabalhos e pessoas que admiramos, como ilustradores, pintores, animadores, cineastas, escritores, blogueiros, músicos, arquitetos e tantos outros talentos.
A ideia do projeto é aproveitar esse espaço e estreitar laços, criando documentários sobre artistas (como o fotógrafo Ryan Schude, que ilustra este post) queridos nas redes sociais.
O resultado? Vídeos que são um presente para todos nós. Pura inspiração.
Saiba mais assistindo ao vídeo da apresentação do projeto (abaixo) e não deixe também de acompanhar a fanpage e o site oficial.
Este é um desses achados que venho compartilhar feliz, porque fazem não apenas da internet, mas também do mundo, um lugar melhor. (mais…)
Fabiane Secchescuradora, editora e autora da confeitariamag.com
Ficar um tempão no ponto de ônibus: doce parte do cotidiano de quem vive em cidade grande. Estressa, entedia, atrasa, deixa triste… até que uma empresa que produz coisas para celular resolve fazer uma campanha bacana em Los Angeles. A ideia? “Tudo fica melhor com mobile”. A solução? Caronas inusitadas para quem estivesse sofrendo com a espera no ponto de ônibus e usasse seu celular para se comunicar com os painéis de propaganda do local.
Podia apenas escrever: querido Verão, muito obrigada por tudo, você foi incrível. Mas, embora eu realmente quisesse apenas agradecer e aceitar o fim numa boa, ainda tinha muito a dizer. Não sou de aceitar nenhum fim numa boa.
O que eu queria de verdade era chamar o Verão num bar, pedir um Cosmopolitan bem geladinho e levar um papo delicioso com ele. Da cá um abraço, sabe?
Só que não dava mais tempo, ele tinha que ir. (mais…)
Fran Bittencourtredatora publicitária e devota de São Longuinho.
O coworking já se tornou realidade há algum tempo, inclusive aqui no Brasil. Usar um espaço para várias empresas pode te ajudar a resolver problemas, trocar experiências, fazer boas amizades e contatos.
Normalmente, você paga um valor por mês ou por dias que for usar, e aquele espaço fica disponível para você. Quando sua empresa já tem uma quantidade maior de funcionários, fica meio complicado trabalhar de um local compartilhado e muitas optam por ir para um escritório próprio. O negócio é que, às vezes, mesas que ficam disponíveis para os funcionários não são usadas. Quantas vezes você ja viu mesas vagas em escritórios?
Por isso achei o “Free Desk Here” uma variação interessante desse método de trabalho.
O site funciona assim: você tira uma foto da mesa vaga e coloca no site, com o endereço e alguns tipos de profissionais que ficariam confortáveis ali (escritores, criativos, desenvolvedores, fotógrafos…o que for. E o que você achar que pode te acrescentar mais também, claro).
Quando alguém precisar de um lugar para trabalhar e se encaixar com o perfil do local, é só combinar e pronto, ali vira um espaço de trabalho para o cara. Totalmente de graça. Bonito, né?
O criador desse movimento, se é que podemos chamar assim, é o Open Studio Club, que também lista estúdios para alugar e cafés para trabalhar, todos com possibilidade de qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, adicionar locais no site.
E por aí, tem um espacinho sobrando?
Debbie Corranoé publicitária, e quer conhecer, ler, ser e viver um milhão de coisas ao mesmo tempo.
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