
Confesso com um pouco de vergonha (mas nem tanto) que não entendo absolutamente nada de Imposto de Renda. Malha fina para mim não passa de uma blusa de inverno mais leve e leão é aquilo que eu gostaria de ganhar em Cannes.
Por aí, dá para se ter uma ideia da minha total incapacidade com impostos e boletos. Mas em compensação, já li os sete volumes do famoso “Em busca do tempo perdido”. Mentira, não li todos. Só queria fazer um drama e provar que minha ignorância se limita ao campo financeiro e que meu contador podia ser considerado santo, se não fosse um diabo. E é essa história que vou contar. Acompanhem.
Já estávamos juntos há 5 anos, num relacionamento explosivo de brigas homéricas, com direito a telefone batendo na cara e tudo caminhando lentamente para acabar muito mal. Mas a gente sempre cai naquela velha história: “até achar outro”, “ruim com ele, pior sem ele”. E fomos arrastando, mas a cada ano, na época da famosa declaração, as coisas pioravam um pouquinho. Ele coberto de razão pela minha total incapacidade de organização, mas trabalhado e esculpido numa grosseria de fazer inveja a um soldado russo com sede de vingança.
No começo, eu fingia ser organizada e ele fingia ser gentil (mas no começo a gente finge mesmo), até que chega uma hora que a verdade vem a tona, e somos obrigados a acertar as contas com o Leão. E nesse último acerto, as declarações não foram nada românticas e nosso relacionamento chegou ao fim. Ele farto dos meus esquecimentos constantes e eu entalada com tanta grosseria e descaso.
No meio de uma conversa ele fala “a gente precisa conversar”. Sabendo do eminente pé na bunda, me adiantei: “não tá dando mais, acho melhor eu achar outro” e uma última discussão aflorada coroou uma relação fadada ao fim desde o começo.
Desliguei o telefone e fiquei pensando sobre esse meu talento nato para fins complicados. Quer dizer, nem com o contador eu consigo terminar numa boa.
Mas de parabéns mesmo está a Receita Federal, por conseguir o que muitos tentaram: me por na linha. Não me convidem para mais nada, só voltarei a ter dinheiro em 2017. Minha única diversão a partir de agora será pagar impostos e terapia. Porque tomar um fora do contador é algo a se tratar num divã.

O famoso e icônico pintor espanhol Pablo Picasso inspirou Eugenio Recuenco, seu conterrâneo e um dos mais importantes fotógrafos contemporâneos, a fazer essa linda série de fotografias de moda.

“As modelos foram vestidas com trajes semelhantes às suas obras cubistas e as fotografias passaram por um processo de composição surrealista: linhas aleatórias traçadas na face e olhos falsos para completar o figurino”, conta o site Hypeness. (mais…)

Essa semana, começou a circular pelas internets um link bem curioso: ele mostra quase uma centena de fotos que revelam o verdadeiro rosto de atrizes pornô, antes de gravar, de boa, sem os quilos de maquiagem que costumam acompanhar sua produção.
Os cliques foram feitos pela maquiadora Melissa Murphy, que retratou atrizes de filmes adultos antes e depois da maquiagem e postou as imagens no Instagram. A maquiadora, que falou ao Huffington Post, disse que não vê diferença entre maquiar uma mulher pra um filme pornô e um casamento.

A verdade é que sim, trata-se de mais uma série daquelas que você olha e discute com amigas e namorado sobre os poderes do Photoshop e da maquiagem. Mas vi algo a mais aqui: me chamou a atenção como, sem maquiagem, as meninas parecem garotas “normais”, trabalhadoras, com história de vida e… humanas. Um soquinho anti-preconceito no estômago. (mais…)
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.

Ela já foi homenageada por Hollywood, já foi tema de seriado, virou linha de maquiagem e considerada a eterna garota-propaganda do Chanel no. 5.
Mais de cinquenta anos após sua morte, a diva Marilyn Monroe continua influenciando a moda atual. Dessa vez, foi a Macy’s, uma das maiores lojas de departamentos do mundo, a prestar sua homenagem ao ícone do cinema com uma coleção especial, criada em conjunto com a LF USA and Authentic Brands Group. (mais…)
Paula Saldanhabaiana por sangue, carioca por certidão e paulistana por insistência.

Ah, a dor de um coração partido. O deletar das mensagens, o apagar de músicas, o jogar fora de presentes carregados de lembranças. Quem não ama? O casal (ou ex-casal) croata Olinka Vistica e Drazen Grubisic aproveitou esse momento desgostoso de sua vida para começar um projeto: o Museum of Broken Relationships. Nele, expuseram fotos, bilhetes, objetos, toda aquela gama de coisas que precisam ser descoisadas em um término de relacionamento.

O projeto começou com 40 peças, mas foi coletando mais e mais objetos com o passar do tempo, chegando a quase mil pedacinhos de corações partidos. Criado em 2006, o museu fez tanto sucesso que hoje funciona de maneira itinerante, e vai chegar ao Brasil agora no segundo semestre de 2013!
A exposição passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e o bacana é que qualquer um pode contribuir com ela.

Sim, a proposta do projeto é somar mais e mais objetos e histórias dos locais pelos quais ele passa. Você pode doar aquele CD dos anos 90, aquele anel que você nunca gostou ou aquela lâmina de barbear esquecida num canto do armário no site do projeto. É necessário se inscrever aqui.
Preparando pro desapego em 4, 3, 2, 1…
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.

A & Other Stories, nova marca da H&M, acaba de ser inaugurada em Londres. A nova etiqueta tem como foco não só roupas, a aposta forte da marca é uma grande linha de acessórios (sapatos, bolsas, malas, carteiras e joalheria) e até uma linha de beleza completa (esmaltes, maquiagem) – tudo com uma pegada de fast fashion de luxo, cheia de referências clássicas com aquele jeitinho mais moderno.

A marca “premium” vai vender produtos em lojas próprias – para o lançamento, a empresa vai ter pontos de venda em Barcelona, Berlim, Copenhaga, Londres, Milão, Paris e Estocolmo – e também na loja online.

A abertura da da primeira loja foi em Londres na última sexta-feira (08.03), mesma hora em que entrou no ar seu e-commerce. Segundo a Vogue britânica, a marca “ignora as cópias das passarelas de grandes labels e cria quatro diferentes coleções que, apesar de sintonizadas com as macrotendências, têm autoria”. Dá pra sentir o cheirinho de originalidade no ar…
Achei a primeira coleção bem interessante: a alfaiataria se destaca com conjuntos estampados, tecidos mais nobres, com prints abstratos e até tecidos que imitam o aspecto holográfico, tendência super em alta. O lookbook tá de babar!

Mas não dá pra negar, os acessórios são mesmo o ponto alto: óculos de sol lindinhos, colares, pulseiras, sapatos e bolsas de tudo quanto é tipo. Ah, e os preços variam bastante, indo de £ 15 a £ 300 (cerca de R$ 45 a R$ 900)…e a grande maioria é mais acessível, ou seja, já morremos de amores.
Já pode comprar tudo?
Tata GiglioCriadora do Plush Blush, taurina, bem (mal) humorada e amante de gatos.

Lembram que ano passado fizemos uma super cobertura do ELLE Summer Preview? No último sábado (dia 9), foi a segunda edição do evento organizado pela revista ELLE para apresentar os looks do próximo verão e de quebra fazer uma festinha com os fashionistas e marcas do mercado. Aparecemos por lá a convite de Intimus e, em meio a gente bonita, quitutes, drinks e show do Caetano, captamos as tendências das praias de 2014 pra dividir com vocês.
Apesar do desfile não ter acontecido na Ponte Estaiada, em cima da hora, por conta do mau tempo – chuva que apagou a luz de casa e me fez o favor de ter que me arrumar pro evento no escuro – a organização conseguiu se sair bem e apresentar o desfile dentro do evento em si, sem perder a pompa, ao som de Luiz Caldas tocando Brasileirinho na guitarra.
Subiram ao palco as grifes de moda praia Adriana Degreas, Triya, Água de Coco, Blue Man, Cia Marítima, Movimento, Lenny e Salinas. E, num apanhado geral, a previsão para o verão de 2014 é de tempo bonito, viu? Calcinha alta e look comportado vêm como tendência, sem parecer coisa de vovó. Uma inspiração que vem do passado numa releitura lindona, junto a estampas, brilho e uma sensualidade mais estilosa que vulgar.
Blueman abriu o desfile com branco total. Aquela coisa conceitualmente bacana, mas complicada de aplicar na prática. Carol Trentini desfilou com sua barriguinha de 4 meses de gravidez, num macaquinho bem bacana. A marca inovou bastante nos acessórios e saídas de praia, trazendo um jeans claro com jeitão de linho.

Na minha opinião, a Movimento fez o desfile mais fraquinho, numa espécie de liquidificador de todas as marcas, sem algo que realmente me chamasse a atenção. Na verdade, as penas e folhas usadas pelas modelos chamaram mais atenção que a própria peça que elas vestiam, o que pecou um pouquinho no conjunto final da apresentação. (mais…)
Francine Guilené feliz. Também é contadora de histórias e curandeira de conteúdo.

Mila Kunis praticamente dispensa apresentações. Não é apenas por sua beleza que ela conquistou público e crítica, definitivamente, ao intepretar a Lily, no drama “Cisne Negro“, em 2010. Em tão pouco tempo, todo o mundo se apaixonou por ela. Mesmo quem não a conhecia antes, da série “The ’70s Show” (na qual contracenava com Ashton Kutcher, hoje seu namorado), rendeu-se completamente.
Com a explosão do seu sucesso, muitas descobertas curiosas: a jovem atriz ucraniana não é apenas linda e talentosa, como também muito inteligente e com um senso de humor afiadíssimo. Você sabia, por exemplo, que é dela a voz de Meg Griffin, na ótima e polêmica série animada “Family Guy“? E que Mila começou a atuar muito cedo, interpretando a modelo Gia, no filme homônimo, com 11 anos de idade (papel divisor de águas na carreira de Angelina Jolie)?
Pois é. Mila é assim, tão cheia de mistérios como de surpresas. Só uma atriz tão versátil pode ser igualmente sedutora, sensual e ambígua, como é a sua Lily, em “Cisne Negro”, e depois tão divertida e carismática em filmes como “Amizade Colorida” (par romântico de Justin Timberlake) e “Ted“, do mesmo criador de Family Guy (Seth McFarlane), em que contracena com Mark Wahlberg e com um ursinho de pelúcia pra lá de politicamente incorreto.

Agora é a vez dela nos presentear com mais um papel diferente: Mila é a Theodora de Oz, Mágico e Poderoso, que estreia nos cinemas hoje.
Ao lado de outras duas atrizes que esbanjam talento sem cerimônias (Michelle Williams e Rachel Weisz), faz parte do time das bruxas que vivem na encantada terra de Oz. (mais…)

Pras cariocas cheias de estilo, Veronica Fantoni dispensa apresentações. Passou os últimos anos no comando do blog De Vestido, que era uma declaração de amor pela sua peça de roupa favorita de todos os tempos. Entre vestidos e carioquices, ela sempre teve um talento nato: escrever como muitos, mas emocionar como poucos.
Depois de encantar por aí e por aqui com suas Crônicas de Veronica, embaladas por música, amor e dias ensolarados, é a vez da nossa updater lançar um livro com textos tão deliciosos quanto os que a gente gosta de acompanhar todas as quintas aqui no Plush Blush. Nesse bate-papo rápido ela conta pra gente mais um pouquinho sobre a obra “Sobre o Amor e Dias de Sol“, olha só:

PB – Estamos super felizes com a novidade e tanto reconhecimento! Mas e aí, como o livro aconteceu?
Veronica: Em 2011 eu participei de um concurso cultural organizado pela Cantão e pela Livros Ilimitados. Foram mais de 3000 contos inscritos. Eu fiquei entre os 30 primeiros pela votação popular e passei pra segunda fase: a curadoria de João Paulo Cuenca, Luciana Pessanha e Daniel Galera. No resultado final, meu conto ficou em segundo lugar e fui publicada em uma coletânea, junto com os outros 9 premiados. Foi daí que veio o convite por parte da editora e da Cantão pra escrever o meu próprio livro.
PB – “Sobre o amor e dias de sol” é um título tão carioca… conta pra gente o que podemos esperar desse livro?
Veronica: É um livro bem carioca em alguns momentos, mas em outros não. A figura do Rio é valiosa pra mim, eu vejo muita poesia pela cidade. Mas tem também a coisa do “não estar”, do “não lugar”, de ver de fora, de sair e voltar. Sabe aquilo que você pode viver onde quer que seja? É isso. Então eu prefiro dizer que é um livro solar. O sol é um tema importante no meu texto, neste momento. Tanto a sua presença quanto a sua ausência. E bem, é sim um livro de amor, do amor como algo maior, algo que falta, algo que sobra, algo que está.
PB – A inspiração pros textos vem na hora do papo, de frente pra tela do computador ou a qualquer momento?
Veronica: Eu construo os meus textos a partir de sensações. Qualquer coisa me inspira: uma história que me contaram, um filme, uma música, uma ida à feira, uma conversa que eu ouvi no metrô. Então eu faço anotações às vezes mentais, às vezes no papel e, quando eu me sento na frente do computador, eu já sei mais ou menos o que vem por aí. Mas o rumo do texto pode mudar, é claro. Deixo livre…
PB – Sempre que lemos suas crônicas, temos a impressão de que você é muito íntima das personagens – isso quando não parece ser uma delas. Qual é a sua relação com personagens tão românticas?
Veronica: A maioria dos meus textos é escrito em primeira pessoa e isso me aproxima muito de quem lê meus textos. Além disso, eu construo imagens que dão uma certa intimidade ao leitor. Mas eu não vejo as minhas personagens como especialmente românticas, quero dizer, ainda que o amor seja sim um fio condutor, acho que elas são essencialmente emocionais. O amor desperta outras coisas, tem tristeza, tem euforia, tem tesão, tem saudade. Elas estão ai também, à beira das sensações. Mostram o que sentem e mostram a que vieram.
PB – Quando foi que você se deu conta que nasceu pra dançar com as palavras?
Veronica: Eu sempre escrevi, desde a infância. Eu tinha uma relação orgânica com a escrita, fazia uso das palavras pra drenar qualquer pensamento. A princípio, eu não mostrava o que eu escrevia pra muita gente, isso foi um caminho natural. Depois do concurso apareceu mais gente interessada no meu texto e eu comecei a produzir mais também. Vieram os convites pra escrever, veio o livro. E assim vai fluindo.
PB – Quando sai o próximo? hihi
Veronica: Quem sabe?
Agora é hora de prestigiá-la na noite de autógrafos, né?
Tata GiglioCriadora do Plush Blush, taurina, bem (mal) humorada e amante de gatos.

Você não me conhece. Você não sabe qual é a minha cor preferida, minha música do coração, meu livro de cabeceira ou minha caneca de estimação. Você não conhece os meus desafetos, não viu os quadros na parede da minha casa, não sabe de cor o meu filme de amor predileto ou onde fica escondida a minha tatuagem de asa.
Você não sabe qual é a minha sobremesa favorita, se eu gosto de gatos, onde eu guardo as chaves do carro ou o qual é o tamanho dos meus sapatos. Você não sentiu o cheiro do meu cabelo, não ouviu meu canto desafinado, não me viu passar batom na frente do espelho, não dormiu ou acordou do meu lado. Você não me viu nua, não me viu sua.
Eu estive lá, na sua frente, diante de toda aquela gente. Eu estive lá, com meu mundo de portas e braços abertos e meu coração desperto esperando você chegar pra ocupar o seu lugar. Mas você não quis entrar e sentar no sofá, ficou em pé e não aceitou nem um café. E a gente ficou se olhando no meio do tudo ou do nada enquanto você foi escorrendo feito água por entre os meus dedos e os seus medos que eu não entendo e não aprendo estavam todos lá sem que eu pudesse segurar ou sanar. Deixa estar.
Você nunca esteve aqui e é por isso que eu preciso ir. Partir é o que escolho, então me recolho. Recolho também os sonhos que eu te dei e os planos que eu guardei pra nós dois e o nosso depois. Eu desacelero, não quero, não espero. Esquece que me conheceu, esquece quem fui eu. Não quero pensar mais em nada, toma a tua estrada, não há nada que você possa me mostrar. Imatura ou in natura, tanto faz. You don’t know me at all.
Gostou dessa Crônica de Veronica? Então não perca o lançamento do livro “Sobre o Amor e Dias de Sol”, escrito por ela mesma.
A noite de autógrafos será na próxima terça-feira, dia 12 de março às 19h, na Livraria da Travessa (R. Visconde de Pirajá – Ipanema, Rio).
Veronica Fantonié carioca e escritora, louca por música, vestidos e dias de sol.